Através de ações estratégicas, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais - SEPROMI promove o combate ao racismo e à intolerância religiosa na Micareta de Feira de Santana 2025. Por meio da Campanha Com Racismo Não Tem Folia, o público do primeiro e maior carnaval fora de época do país, terá suporte em situações de manifestações de injúria racial, racismo e violências correlatas em todo o circuito da tradicional festa.
Presente de 01 a 04 de maio, os foliões receberão orientações, acolhimento e encaminhamentos da Secretaria para adoção de medidas para a responsabilização de agressores(as) denunciados por violências raciais. Neste ano, contam com o órgão no posto de atendimento unificado do Governo do Estado, em parceria com a Superintendência de Prevenção a Violência e da Valorização Profissional SPREV, com a Unidade Móvel do Centro de Referência Nelson Mandela e com mobilizadores(as) que, além de distribuir materiais de sensibilização, serão canais para o efetivo atendimento à população negra e aos povos e comunidades tradicionais. (Confira programação abaixo).
Articulada com a Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa da Bahia, em uma troca de informações com os diversos órgãos governamentais, a SEPROMI está articulada intersetorialmente para que todas as culturas, religiões, nacionalidades, idades, identidade de gênero, orientação sexual, classe, raça e etnia sejam respeitadas e tenha assegurados o direito a existir nas festas populares em todo o Estado da Bahia.
Pela primeira vez com a Delegacia Especializada em Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa - DECRIN, sancionada no dia 21 de janeiro deste ano pelo Governo do Estado e a SEPROMI, assim como no Carnaval, a Micareta terá a certificação de uma atuação estratégica na repressão, prevenção e registro qualificado destes crimes. Comandada pelo delegado titular Ricardo Amorim, será um dos órgãos conectados à rede de denúncias e proteção da população, que estão voltadas à garantia das liberdades de culto, de existência e de ir e vir.
Para a Secretária Ângela Guimarães, neste encontro de tantas expressões e manifestações da cultura popular baiana, a Micareta deve ser um espaço onde todas as pessoas possam viver e experimentá-la com respeito e segurança. “Esta é também uma festa do povo e para o povo, do povo negro e dos povos tradicionais, que são parte essencial desta celebração, e não há festa com alegria, se há exclusão e racismo. Reafirmaremos nosso compromisso com a promoção da igualdade racial, do circuito aos bastidores, garantindo que nenhuma violência racial passe despercebida”, afirma a Secretária da Igualdade Racial Ângela Guimarães.
O público também viverá os frutos do maior investimento da história do Programa Ouro Negro. Com 15 milhões de reais, a 17ª edição garante a apresentação de 14 instituições culturais de matrizes africanas, especificamente afros, afoxés, samba, reggae e blocos de índios. Fruto do comprometimento da SEPROMI e da SECULT com a preservação das culturas afro-brasileiras e indígenas do país, na programação destacam-se os blocos Quilombo, primeira agremiação de reggae a desfilar na Micareta de Feira e o Flor de Ijexá, que, este ano, completa 44 anos.
PROGRAMAÇÃO:
Equipes volantes com ativação e distribuição de materiais em todo circuito, bem como acolhimento e orientação para encaminhamento de denúncias de racismo e intolerância religiosa;
Período: 01/05/2025 a 04/05/2025
Unidade Móvel do Centro de Referência Nelson;
Período: 01/05/2025 a 04/05/2025
Horário: 16h00 às 22h00
Local: Av.João Durval - Em frente ao Hospital
Stand de atendimento Unificado do Governo do Estado, em parceria com a Superintendência de Prevenção a Violência e da Valorização Profissional SPREV;
Período: 01/05/2025 a 04/05/2025
Local: Cruzamento da Av. Presidente Dutra com Av.João Durval
Presença em Camarotes institucionais e blocos contemplados pelo Programa Ouro Negro;
Período: 01/05/2025 a 04/05/2025