A Micareta de Feira de Santana 2025 foi palco da promoção da igualdade racial, através de 14 entidades culturais de matrizes africanas que passaram pela avenidas da cidade em toda a programação do evento. No maior carnaval fora de época do país, os blocos afros, de afoxés, sambas, reggaes e blocos indígenas protagonizaram a festa ao levar a diversidade étnica e cultural para a população foliã, através do Programa Ouro Negro 2025. Uma iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais - SEPROMI, em parceria com a Secretaria de Cultura - SECULT, as manifestações populares foram garantidas, com o apoio financeiro fornecido pelo Programa.
Para a secretária da SEPROMl, Ângela Guimarães, O Programa Ouro Negro 2025 é um instrumento essencial de reconhecimento e valorização das expressões culturais negras. "A Micareta de Feira de Santana é uma importante vitrine da nossa diversidade, ancestralidade e cultura. O Ouro Negro é o nosso compromisso, não só em assegurar o direito à cultura, como também ampliar a promoção da igualdade racial nas festas populares a partir da visibilidade das comunidades negras e tradicionais. Esta ação transforma a festa em um espaço político, de afirmação, resistência e pertencimento, reforçando o papel central da cultura negra na identidade baiana", destaca a titular da pasta.
Este ano, o Governo do Estado investiu R$ 26 milhões em infraestrutura, sendo R$ 7,5 milhões destinados à contratação de atrações artísticas, apoio aos blocos afros e instalação de um palco especial para artistas locais - o Palco Bel da Bonita. Com música, dança e ancestralidade, os blocos afros reafirmam na festa o papel central da cultura negra na construção da identidade baiana.
Sobe o Ouro Negro
Concebido em 2008, o edital concede apoio financeiro às entidades de matrizes africanas como blocos afro, afoxés, samba, reggae e blocos de índio, para a realização dos seus desfiles carnavalescos. Ao longo destes 15 anos, o mecanismo passou por modificações e, em 2014, com publicação da Lei nº 13.182 que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia, o Programa Ouro Negro foi reconhecido e a sua ampliação prevista em lei. O Ouro Negro promove a preservação e valorização da presença destes blocos, com o desfile em alas e roupas tradicionais, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações. Dentro de suas comunidades, estas entidades contribuem para o desenvolvimento social através de projetos que estimulam a construção de uma cultura cidadã.