Na manhã desta terça-feira (15), comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, extrativistas e geraizeiros e gerazeiras de diversas regiões da Bahia participaram da Conferência Temática de Comunidades Tradicionais. O encontro, realizado de forma virtual, via link divulgado nas redes oficiais da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi), integra as etapas preparatórias para a IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), que acontecerá de 20 a 22 de agosto deste ano.
Com o tema “Igualdade e Democracia, Reparação e Justiça Racial”, a IV Conepir busca fortalecer as políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial no Estado e a conferência temática foi um espaço de escuta ativa, articulação e construção coletiva e, além de aprovar propostas representativas para estas comunidades, elegeu delegadas e delegados que representarão essas comunidades nas etapas seguintes.
Para a titular da Sepromi, Ângela Guimarães, a escuta qualificada é a premissa fundamental para que as políticas públicas sejam implementadas reconhecendo a representatividade dessas comunidades. “Este momento representa um avanço importante no reconhecimento e na ampliação da participação dos povos e comunidades tradicionais. É também o reconhecimento do papel que esses povos exercem, ao subsidiar tecnologias sociais inovadoras de convivência com nossos diversos biomas, atuando como conservadores(as) ambientais. Todas essas contribuições trazem benefícios para toda a sociedade e é a partir delas que devemos potencializar as políticas públicas raciais”, destacou.
Representações de todas as regiões da Bahia estiveram presentes no evento, reafirmando a importância do protagonismo desses povos nos processos de decisão e formulação de políticas públicas. “Tudo o que for discutido e elementar nas conferências faremos conta para representarmos as comunidades de forma intencional nas Conferências maiores no sentido de que os povos tradicionais têm voz e vez nesse governo e têm maior importância do que podemos desenvolver no nosso Estado, disse Andreia Macedo, mulher quilombola, da Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA) da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
“É uma honra estar nesse espaço valorizando as comunidades tradicionais. Que seja mais que um momento, seja uma semente de transformação para dar continuidade ao que nossos ancestrais deixaram para nós, para construirmos novas realidades e futuros”, completou Sirlene Santos, vice-presidenta do Conselho Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (Cespect).