A Conferência Temática dos Povos Indígenas foi realizada nesta terça-feira(29), guiada por uma metodologia participativa e com o objetivo de assegurar uma escuta ampla das lideranças indígenas da Bahia. O encontro, em formato virtual, balizou a formulação de diretrizes voltadas à política de promoção da igualdade racial do Estado, com foco na IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR), prevista para acontecer de 20 a 22 de agosto, em Salvador.
Com o mesmo tema da etapa estadual “Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial”, o momento
representou um espaço significativo de diálogo, protagonismo e construção coletiva para as lideranças indígenas de diferentes regiões da Bahia, que participaram ativamente dos debates.
Como resultado do encontro, foram formuladas propostas concretas para a IV CONEPIR, a eleição de delegados(as) que representarão as comunidades nos debates estaduais e aprovadas e cinco moções, na conferência que contou também com a leitura do regimento da etapa seguinte e contribuições do antropólogo e professor Felipe Tuxá e do Cacique Babau Tupinambá.
Para a Superintendente de Políticas dos Povos Índigenas da SEPROMI, Patrícia Pataxó, este foi um momento histórico, de encontro e escuta dos nossos povos indígenas da Bahia. "Debater o racismo para nós é importantíssimo, por muitos anos, nosso povo sofre reiteradas tentativas de apagamento de nossas culturas, identidades e corpos. Os mais de 30 povos indígenas do Estado da Bahia são fruto de luta, resistência e enfrentamento ao racismo que chegou em nossas terras junto com os colonizadores em 1500", destacou Patrícia.
A etapa integra a Conferência Estadual, que é coordenada pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), do Conselho Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT) e do Conselho Estadual dos Povos Indígenas da Bahia (COPIBA) e mobilizou a participação efetiva dos povos indígenas na construção de políticas públicas que respeitem suas identidades, saberes e formas de organização.