A Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia realizou, na manhã desta quinta-feira (23), uma reunião no auditório da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi). O encontro teve como principal pauta a construção coletiva do protocolo e do formulário unificado para registro de denúncias de racismo e intolerância religiosa, reunindo representantes de diversas instituições que integram a Rede.
"É de suma importância que falemos a mesma linguagem e tenhamos um trabalho articulado para que possamos atender a população baiana evitando a revitimização. Essa é uma forma de dar uma resposta efetiva e concreta a sociedade. Essa é uma reposta de um trabalho integrado para que a vítima seja recebida com escuta e atendimento qualificado", salientou Raquel Malta, Defensora Pública Estadual e Coordenadora de Equidade Racial.
Durante a reunião, a Sepromi apresentou a proposta preliminar do formulário unificado, instrumento que visa padronizar o registro dos atendimentos e denúncias, ao evitar a revitimização e promover maior integração entre os órgãos. O documento foi proposto como base para debate, com o objetivo de receber contribuições, ajustes e aprimoramentos a partir das experiências e realidades das diferentes instituições participantes. A busca é fortalecer o fluxo de atendimento, garantir respostas mais ágeis e promover uma atuação articulada no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa em todo o estado.
"Esse é passo decisivo para a efetividade das políticas de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa na Bahia. Quando unificamos procedimentos e compartilhamos informações, garantimos um atendimento mais humanizado, integrado e capaz de produzir respostas concretas às vítimas e à sociedade”, destacou a secretária da Sepromi, Ângela Guimarães.
Para o delegado titular da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), Ricardo Amorim, a criação de um protocolo geral para as instituições que recebem as denúncias de racismo aqui no Estado é essencial. "Desta forma, conseguimos padronizar o atendimento, a forma que atendemos, e fazer com que essas informações cheguem de uma forma mais robusta. Para a Decrin, é fundamental porque conseguimos fazer uma investigação com mais elementos, a partir do momento que as outras instituições do sistema de justiça conseguem contribuir com registros" completou delegado.
Além da construção do protocolo, a reunião também abordou a segurança pública do Estado de outubro, promovendo um debate sobre estratégias conjuntas de incidência e diálogo com órgãos competentes.