Novembro Negro da Uefs começa com destaque para luta antirracista

11/11/2025

Ser antirracista vai além das palavras, é uma atitude diária que exige ação e compromisso. Essa é a principal mensagem da 7ª edição do Novembro Negro da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que começou nesta segunda-feira (10). Até o dia 19 de novembro atividades variadas vão acontecer com o objetivo de traçar caminhos concretos no combate ao racismo estrutural.

Esse ano, a programação tem como tema “Antirracismo em ação: educação, territórios, justiça e reparação”. O assunto foi abordado durante a palestra de abertura, proferida pela secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães.

“A gente precisa perceber como essa luta acontece nos territórios, na educação, na justiça, na agenda de reparação. A universidade tem um papel essencial na sociedade. Ela precisa se colocar ao lado de um projeto de justiça social, de transformação. Esse evento representa o enfrentamento ao silenciamento, às invisibilidades e também a valorização de um saber que é pluriversal”, destacou a secretária.

Durante a cerimônia de abertura, a reitora da Uefs, professora Amali Mussi, destacou a relevância da programação e reafirmou o compromisso da Instituição com a luta antirracista. “Este evento traduz o que nós pensamos, o que nós defendemos, o que nós sentimos e o que a gente procura divulgar com nossas ações e nossos projetos. É um evento necessário, em um momento extremamente importante”, disse.

Na manhã desta segunda-feira, o tema “A África, o Sul Global e os Saberes Tradicionais para um Desenvolvimento Sustentável” foi debatido por Cécile Dolissane Ebosse, docente na Universidade de Yaundé I, dos Camarões. A palestrante é doutora e especialista em literatura africana pós-colonial e em estudos de gênero sobre a mulher.

A programação do Novembro Negro da Uefs é coordenada pela equipe da Pró-reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (Propaae). “No mês de novembro a gente celebra a consciência negra, a resistência, a luta da população negra no Brasil. Fazer um evento como esse é reafirmar o compromisso social desta universidade com a pauta racial, com a pauta antirracista. Nós teremos mesas-redondas, conferências, oficinas, exibição de filmes, espetáculo teatral, atrações musicais, lançamentos de livros e ainda ferinhas de empreendedorismo negro”, explicou a pró-reitora da Propaae, professora Joelma Oliveira.

Também participaram da cerimônia de abertura do evento, a diretora-geral do Sintest, Daiana Alcântara, o representante da Adufs, professor João Diógenes, e a representante do Núcleo de Estudantes Negros e Negras da Uefs (Nennuefs). As apresentações artísticas dessa atividades foram feitas pela Orquestra Sinfônica da Uefs e por Gio Wilker.

Texto: Júlia do Monte