Iniciativa de estudantes foi apresentada no Festival Movaê
O Colégio Estadual de Tempo Integral Mascarenhas, situado em Camaçari, apresentou, durante a programação do Festival Movaê, um projeto que reflete o trabalho desenvolvido no Novembro Negro da unidade escolar.A proposta é reafirmar o papel da Educação na formação crítica e identitária dos alunos.
A diretora da escola Cíntia Lima, destaca que compreender as raízes é fundamental para que os estudantes se reconheçam como sujeitos históricos.
“A escola precisa ajudar o estudante a entender de onde veio, valorizar sua identidade e reconhecer seu lugar no mundo. Isso permite que ele caminhe de cabeça erguida e visualize para onde quer ir, entendendo que existe uma história que o antecede”, explica.
Com o tema “Ancestralidade, Memória e Resistência”, o projeto envolveu uma série de atividades interdisciplinares. Foram desenvolvidas pesquisas científicas, desfiles temáticos, apresentações culturais e musicais, rodas de capoeira e oficinas. De acordo com a equipe, essas práticas ampliam a autonomia dos estudantes.
A estudante Júlia Santana de 17 anos, integrante do projeto destacou a importância da participação de alunos negros em espaços que estimulam o protagonismo e a produção de conhecimento. Para ela, o projeto representa uma oportunidade de reconhecimento e consciência crítica dentro da escola.
“O projeto nasce da necessidade de inserir estudantes negros nesses espaços e fortalecer nosso protagonismo. Ele trouxe reflexões muito importantes sobre reconhecimento e, principalmente, sobre consciência. Não existe nada mais transformador do que ler autores negros, entender a caminhada que cada um deles percorreu e perceber que esse lugar também pode ser nosso”, afirmou.