Com programação diversa e voltada à valorização da identidade negra, festival fecha sua segunda edição reafirmando afeto, potência e inovação
Durante três dias, o II Festival Movaê - Empreendedorismo Negro, Inovação e Economia Criativa, encerrado na noite de domingo (dia 23), reuniu famílias, artistas, empreendedores e crianças no Pelourinho, consolidando o evento como um dos grandes destaques do Novembro Negro na Bahia.
A secretária da Secretaria de Promoção da Iguadade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais do Estado (Sepromi), Ângela Guimarães, fez um balanço positivo dos três dias do Festival Movaê e destacou que o evento cumpriu plenamente seus objetivos.
Na avaliação da secretária m, o festival se consolida como um espaço de encontro, trocas e fortalecimento, reunindo políticas públicas voltadas para a economia criativa, o empreendedorismo negro, a educação, a ciência, a tecnologia, a inovação e a economia solidária.
“São ações que apoiam os empreendedores, os fazedores e fazedoras de cultura, pesquisadores, movimentos e coletivos que atuam na Bahia nesses diversos campos e que contribuem diretamente para o desenvolvimento do estado”, afirmou.
Ângela Guimarães ainda ressaltou que o festival, além de integrar a agenda do Novembro Negro, já se consolida como um evento multilinguagens capaz de agregar diferentes expressões artísticas, culturais e formativas.
Para a secretária, o festival também reafirma o protagonismo da população negra em diversas áreas.
“Novembro é, sim, um mês de denunciar o racismo e suas desigualdades, mas também é o momento de mostrar o outro lugar que já ocupamos: o da proatividade, da potência, da inovação, da criatividade e da excelência negra.”
Cintia Monteiro, esteve no festival com sua família e reforçou a importância da representatividade no festival.
“A representatividade que esse festival tem, a grandiosidade pra nós negros… saber que a gente tem espaço, que nosso lugar é aqui. Estou muito feliz. Que outras famílias possam ter momentos assim.”
O show da banda Afrocidade lotou a o Largo Pedro Archanjo no encerramento do Festival Movaê. O público tomou todo o espaço do Largo, cantando e dançando ao som a força da percussão baiana, do afrobeats e do pagodão baiano.