A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em parceria com a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), realizou, na manhã desta sexta-feira (28), às 8h30, Ato de Celebração pelo Novembro Negro 2025, no Auditório Jornalista Jorge Calmon. Com o tema “Desafios das ações afirmativas na Bahia e no Brasil”, o ato, que foi proposto pelo mandato da deputada Fátima Nunes, promoveu um debate sobre avanços, limites e perspectivas das políticas afirmativas, fundamentais para a promoção e ampliação da igualdade racial no país.
“A Bahia foi pioneira na construção de políticas públicas antirracistas no Brasil e segue reafirmando que ações afirmativas não são concessões, mas instrumentos permanentes de reparação histórica. Por isso, quando falamos de ações afirmativas, falamos de uma estratégia contínua de reparação para um povo que construiu este país. Sabemos que não há democracia possível sem equidade racial, e o nosso desafio é avançar ainda mais, garantindo que cada pessoa negra tenha acesso pleno aos direitos, ao poder e às oportunidades que historicamentev lhe foram negados.”, afirmou a secretária da Sepromi, Ângela Guimarães.
A mesa, composta pela secretária da Sepromi, Ângela Guimarães; a reitora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Adriana Marmori; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cássia Maciel; e a presidenta da União dos Estudantes da Bahia (UEB), Átina Batista, foi mediada pela deputada estadual Fátima Nunes.
Durante o ato, foram reforçados o pioneirismo do Estado da Bahia na implantação de políticas raciais, bem como as ações transversais que fortalecem as ações afirmativas e a construção de políticas públicas que garantam justiça e equidade racial. Entre os destaques do encontro, estiveram a importância de consolidar iniciativas que assegurem o acesso de pessoas negras a direitos, espaços de poder e oportunidades educacionais, alinhadas a financiamento e incentivos públicos.
"Foram as ações afirmativas que abriram as portas para as nossas comunidades negras. Nós sabemos o que o sistema reserva para nós. E é importante pensar essas políticas de uma perspectiva mais ampla, não só a nível educacional, mas também a nível social e territorial. Sou fruto e uma jovem abraçada fortemente pelas políticas públicas do Governo do Estado da Bahia. Sou a primeira na minha família a adentrar a universidade pública, a compor um espaço como este e a ecoar a voz do direitos das pessoas negras dentro da minha comunidade", trouxe Àtina, presidenta da UEB e estudante cotista do Bacharelado Interdisciplinar em Artes da Universidade Federal da Bahia.
O evento reuniu servidores públicos, representantes de entidades do movimento negro e membros da sociedade civil, no momento que fecha as celebrações deste mês, que é um importante espaço de reflexão, mobilização e reafirmação da luta contra o racismo estrutural na Bahia e no Brasil.