Com apoio da Sepromi, projeto Empreender para Viver impulsiona autonomia das mulheres em Salvador

07/05/2026
Foto por Matheus Veríssimo
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Foto por Matheus Veríssimo

Contemplado pelo edital 002/2025 – de apoio ao Empreendedorismo Negro II, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), o projeto Empreender para Viver realizou, nesta quarta-feira (6), sua aula inaugural na sede da Associação Educacional Sons no Silêncio (AESOS), no bairro do Imbuí, em Salvador. Com o tema “Empreendedorismo Feminino, Autonomia e Superação”, o encontro marca o início de uma jornada formativa voltada à promoção da autonomia econômica e da inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa tem o objetivo de impulsionar o empreendedorismo negro, fomentar a geração de renda e ampliar oportunidades, com foco em mães atípicas, mulheres com deficiência atendidas pela instituição, negras, chefes de família, integrantes de famílias monoparentas, em situação de vulnerabilidade social.

"A minha expectativa é aprender mais, pois eu já costuro, mas quero me profissionalizar, para ter uma renda extra e ajudar os meus filhos. Sou mãe de duas crianças atípicas, mãe solo, não tenho ajuda do genitor, e o projeto é uma oportunidade de empreender e ter renda", trouxe Cristiane Sousa Ferreira, mãe de Isabele e Paulo Henrique, crianças atendidas pelas instituição.

De acordo com a diretora da Aesos e coordenadora do projeto, Márcia Lemos, o Empreender para Viver foi pensado para mudar as perspectivas de vida dessas mulheres, diante das suas realidades, especialmente em relação às crianças.

“Essas mães vivem uma sobrecarga muito grande e, na maioria das vezes, elas precisam abrir mão da vida profissional para cuidar dos seus filhos. Aqui, além do atendimento às crianças, fazemos um trabalho voltado às famílias no intuito de fortalecer o vínculo familiar-comunitário, e o projeto foca exatamente nisso: em preparar essas mães para que sejam empreendedoras e melhorem a renda familiar através desta oportunidade. Inclusive, para que isso seja possível, o projeto pretende incubar alguns empreendimentos, além de subsidiar, ao final da formação, equipamentos e materiais para as beneficiárias", completou Márcia.

Ao beneficiar 40 mulheres, a aula se configurou como um espaço de acolhimento, escuta qualificada e troca de experiências, ao estimular o engajamento das participantes, em um processo de formação empreendedora que ocorrerá ao longo de 12 meses, em direção ao fortalecimento da autonomia das mulheres e a construção de trajetórias de superação.

"Somos mães negras, atípicas, e só nós sabemos as dificuldades que enfrentamos, principalmente para encontrar portas abertas. Esse é um importante suporte e eu espero aprender cada dia mais como profissional e no âmbito pessoal, para empreender", disse Sirlene Barbosa.

Para a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães, a iniciativa promove políticas públicas que enfrentam desigualdades raciais e estruturais. “Investir no empreendedorismo feminino, especialmente entre mulheres negras e em situação de vulnerabilidade, é fundamental para impulsionar o desenvolvimento social e econômico dos territórios. Essa é uma ação estratégica, que mobiliza a geração de renda e garante que essas mulheres tenham condições reais de sustentar seus lares e criar seus filhos com mais dignidade, ao mesmo tempo em que ocorre a ampliação de oportunidades e o fortalecimento de comunidades historicamente invisibilizadas”, destacou a secretária.

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