03/04/2014
Democracia. Ética. Ciberespaço. Papel do servidor público. Estes foram os pontos abordados pelo professor, filósofo e teólogo Leonardo Boff (www.leonardoboff.com) no seminário Desafios da gestão: comunicação e transparência na gestão pública ocorrido na tarde desta quinta-feira (03) na Fundação Luís Eduardo Magalhães. O evento contou, ainda, com as palestras do cineasta Póla Ribeiro e do jornalista e fundador do movimento Fora do Eixo, Caio Mota. Com um total de 1.000 inscritos, o evento foi dividido em duas turmas, a segunda acontecerá nesta sexta (04), às 8h30. O Seminário foi iniciativa da Secretaria da Administração, por meio da Universidade Corporativa do Serviço Público (UCS).
Leonardo Boff é defensor da causa dos Direitos Humanos, tendo ajudado a formular uma nova perspectiva conceitual da América Latina, com "Direitos à Vida e aos meios de mantê-la com dignidade". Também recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior, por causa de sua luta em favor dos excluídos e marginalizados e dos Direitos Humanos.
Leonardo Boff é defensor da causa dos Direitos Humanos, tendo ajudado a formular uma nova perspectiva dos Direitos Humanos a partir da América Latina, com "Direitos à Vida e aos meios de mantê-la com dignidade". Também recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior, por causa de sua luta em favor dos excluídos e marginalizados e dos Direitos Humanos.
Em sua fala, Boff afirmou que a função do Estado é usar o poder para o cidadão, o que” garante sua principal tarefa: criar condições para o bem comum. “O Estado deve reforçar o capital social de cada lugar, sua arte, culinária, cultura. Ele deve se descentralizar para fazer o que ele chama de “concidadania”: representantes da sociedade civil e das bases populares e intelectuais tomam iniciativas por si mesmos e submetem o Estado a um controle democrático”, diz Boff.
Sobre o papel do servidor público, o filósofo lembrou que o servidor não é um burocrata. “Ele faz o serviço para o bem de todos. A primeira virtude do serviço público é o acolhimento, ele deve entender que está lidando com a pessoa humana. A segunda virtude é a escuta, pois o outro ao ser escutado se sente valorizado. Essa é a essência da democracia participativa”, completa.
Póla Ribeiro, diretor do Irdeb e cineasta, lembrou que a Secretaria da Administração teve papel essencial na reorganização do Irdeb. “Fizemos uma parceria e conseguimos fazer planejamentos estratégicos redesenhando processos. Isso provocou uma transformação estrutural dentro do instituto”. Ainda sobre a reestruturação do Irdeb, o diretor falou sobre o novo conceito para a cobertura televisiva do carnaval de Salvador. “Começamos dando visibilidade a quem não tinha. Isso é comunicação pública: possibilidade de buscar abertura e diálogo entre a sociedade e o Estado”.
Interessada pelo tema transparência e gestão pública, a servidora do Tribunal de Contas do Estado, Josy Coelho, disse que participar de um evento como esse “abre um leque de reflexões, como as formas de atendimento ao público e seu papel dentro da sociedade”. Ana Márcia, servidora da Secretaria da Fazenda, acrescenta que trabalhar no serviço administrativo não a isenta de ter interesses em temas mais humanos. “Essas iniciativas servem para melhorar nossa visão de mundo e pensar em nós, como parte do Estado, podemos melhorar nossos serviços”, afirma Ana Márcia.
Quem também palestrou no evento foi Caio Mota, jornalista e fundador do movimento Narrativas independentes, jornalismo e ação (Fora do Eixo), que discutiu os processos democráticos e os movimentos sociais.