29/08/2007
Equipes estaduais do Programa Nacional de Apoio à Modernização da Gestão e do Planejamento dos Estados e Distrito Federal (Pnage) estão reunidas em Salvador para debater os rumos da gestão pública do país e atualizar os indicadores de monitoramento das ações do programa, que, na Bahia, vai investir U$9,8 milhões na modernização da gestão pública estadual nos próximos cinco anos. Cerca de 60 participantes - 27 equipes dos 26 estados federados e mais Distrito Federal - participam do evento, que acontece até amanhã (30) no Hotel Vila Galé, em Ondina.
O objetivo do encontro é discutir a adoção de indicativos de curto prazo para avaliar o andamento da execução das ações do Pnage, que é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com a União assumindo a maior parte da contrapartida. A vertente baiana do Pnage definiu como vetores de sua atuação, a modernização tecnológica do Estado, ações em Recursos Humanos, gestão e logística, voltadas para racionalizar o funcionamento da máquina pública baiana.
O diretor nacional do programa, Evandro Vasconcelos, presente ao encontro, pontuou que através do instrumento gerencial é possível uma radiografia de cada ação em desenvolvimento. Vasconcelos explicou que todos os estados estão na fase inicial de implantação das ações. Segundo Vasconcelos, o Pnage tem R$6 milhões, referentes a 2006, para repassar aos Estados até 31 de dezembro.
Para o secretário Manoel Vitório, a adoção de ferramentas gerenciais para tornar a execução das ações mais eficazes é fundamental para o andamento do programa e a efetiva modernização da gestão pública estadual. "Estamos imbuídos de implementar as mudanças necessárias para o salto qualitativo na gestão pública na Bahia, e o acompanhamento de processo e produtos vinculados ao Pnage possibilita a otimização do programa e o cumprimento de nossa missão num intervalo de tempo menor", explica Vitório.
Também presente ao evento, o secretário de planejamento, Ronald Lobato, pontuou sobre a importância do Pnage para o futuro da gestão pública no Estado. "O Pnage em si é muito importante. Esta ferramenta é uma questão fundamental para a organização e gestão estratégica do programa, com eficiência e eficácia. A Bahia está engajada neste processo de corrigir, detalhar e aprofundar as ações", declarou Lobato.
Indicadores
O curso que vai até amanhã é ministrado pela especialista em monitoramento e avaliação de programas governamentais, Maria das Graças Rua, professora da Universidade de Brasília (Unb). Ela explicou que com o avanço do programa nos estados, novos índices para monitoramento das ações são necessários para o acompanhamento das ações. "Estávamos trabalhando com indicadores de efetividade - para médio e longo prazo, e não de monitoramento de curto prazo. A proposta é rever estes indicadores, mais ajustados à situação atual", explicou Maria das Graças.
"A importância dos indicadores está não no preenchimento de formulários, mas na sua utilização como instrumento para as equipes estaduais durante a execução do projeto", explicou.
Para a coordenadora do programa no Estado de Goiás, Christina Reis, o treinamento é uma forma também de compartilhar entre os estados o andamento dos projetos e o alcance dos resultados. "Mantemos contato com técnicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e com servidores de outros estados para a construção do programa. O monitoramento é fundamental para acompanharmos num curto prazo processos e possamos adotar medidas de otimizar o programa", explicou.
Fonte: SAEB