Manifesto de sindicatos defende sistema estadual de negociação

26/07/2007
Entidades representativas do funcionalismo público estadual divulgaram hoje (26), na imprensa baiana, manifesto em defesa do Sistema Estadual de Negociação Permanente (Senp). Intitulado "Comunicado à Sociedade - Em defesa da negociação permanente", o manifesto reconhece como "muito positivo" o modelo de negociação adotado pelo governador Jaques Wagner. O texto destaca como avanços importantes já obtidos com o sistema o reajuste entre 4,5% e 17,28%, que recuperou na Mesa Central de Negociação a paridade entre o vencimento básico e o salário mínimo, e, a partir da implantação das mesas setoriais, o início do processo de resgate e reestruturação das carreiras. Fetrab, Sindpoc, Sinpojud, Sindsefaz, Agepol , Asderba, Asbac e Asmoeb assinaram o manifesto, no qual reafirmam que o Senp "consolidou-se como uma nova forma de relacionamento entre o governo e os trabalhadores públicos estaduais, democratizando o acesso à negociação e estabelecendo um processo de diálogo transparente e participativo". Segundo a coordenadora da Fetrab, Marinalva Nunes, as entidades decidiram publicar o manifesto para marcar posição quanto à importância do diálogo inédito aberto pelo governador. "Tomamos a decisão de reafirmar, na mídia, que o modelo da mesa de negociação instituído pelo governador Jaques Wagner tem sido vitorioso, já que o modelo enfrenta resistência por parte de setores que se habituaram à condução pouco democrática da gestão anterior", explicou Crispiniano Daltro, do Sindpoc. As experiências com administrações passadas são enfatizadas pelo manifesto. "Temos história de lutas, e podemos distinguir com clareza as atitudes atuais daquelas existentes no passado", afirmam os sindicatos. Segundo o texto, o interesse das "forças que tentam minimizar a conquista dos trabalhadores públicos" é "o retorno das velhas práticas de negociar diretamente com o governador no Palácio de Ondina, num jogo que só beneficiava alguns privilegiados, em detrimento da maioria do funcionalismo". Fonte: SAEB