Cerca de 98% dos equívocos cometidos em ambiente digital acontecem por desinformação do usuário. Além das ações de prevenção, o mais importante é, a partir da constatação do erro, o que se faz em seguida para corrigi-lo. Essa foi a ideia defendida pela advogada e especialista em Direito Digital, Patrícia Peck Pinheiro, durante o lançamento da Política de Segurança da Informação para Órgãos e Entidades do Poder Executivo do Estado da Bahia, evento realizado na tarde desta quarta-feira (30), no auditório da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).
Segundo a palestrante, vivemos hoje em um mundo digital em que a informação tem grande valor. Dessa forma, a preservação dos dados se torna essencial dentro e fora do ambiente corporativo. Patrícia Peck defendeu a importância de diretrizes de segurança, mas lembrou que também é importante a adoção de práticas para construção do hábito de preservação da identidade digital. “A conduta tem importância. Vivemos em um mundo em que tudo que é digital tem valor e nós temos a obrigação de proteger a informação. A questão está em estabelecer regras para esta política”, concluiu.
No início da tarde, a abertura do evento teve participação do chefe de gabinete da Secretaria da Administração (Saeb), Edelvino Góes e do secretário interino da Casa Civil, Carlos Palma de Mello. Ambos destacaram a importância da iniciativa desenvolvida pelo Grupo de Trabalho de Segurança da Informação e pelo Comitê dos Gestores de Tecnologias de Informação e Comunicação do Estado da Bahia (Fortic), no esforço de desenvolver um modelo de gestão da segurança de informação para o Estado baseado na garantia da confidencialidade, integridade e disponibilidade dos ativos das Organizações.
Na ocasião, o chefe de gabinete da Saeb aproveitou para apresentar todo o percurso para o desenvolvimento do modelo, desde a implantação da Assessoria de Gestão Estratégica de Tecnologias de Informação e Comunicação (Agetic), em 2007. “Estamos elevando o padrão de segurança de informação dentro do Estado, uma vez que agora possuímos um sistema de gestão de tecnologia da informação e comunicação, onde foi gerada a política de segurança da informação, bem como o manual com as diretrizes a serem implementadas na administração estadual”, observou Edelvino Góes.
Já a apresentação das ações realizadas pelo Grupo Técnico de Segurança da Informação, da Política e das Normas de Segurança e do modelo estadual de gestão da segurança da informação foi feita pela assessora de Segurança Integrada da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), Elba Vieira. O acervo normativo é composto por 16 normas, que estarão disponíveis para consulta no site do Fortic (www.fortic.ba.gov.br), além das diretrizes gerais estabelecidas pela Política de Segurança. De acordo com Elba Vieira, o trabalho será continuado e participativo. “O próximo passo é concluir a revisão do modelo de gestão, mas também analisar o impacto e promover discussões públicas na área de segurança da informação”, observou.
O lançamento teve adesão maciça dos gestores da área de Tecnologia da Informação, revelando o valor do tema dento da Administração Pública Estadual. Os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual terão um prazo de três anos, contados a partir da publicação do Manual do Modelo de Gestão da Segurança da Informação do Estado da Bahia, para implementar as diretrizes contidas no conjunto das Normas de Segurança.
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