Livre, leve e solto. Este foi o tom do evento realizado pelo Planserv no Auditório Raimundo Perazzo, em sua sede na Avenida ACM, nesta sexta-feira (20), para marcar o Dia da Luta Antimanicomial, celebrado na última quarta-feira (18). A programação revelou a evolução do tratamento de pacientes com sofrimento psíquico, através de apresentações culturais – teatro, dança e artesanatos produzidos pelos beneficiários em tratamento terapêutico, além de rodas de conversa e palestras ministradas por profissionais que atuam nas clínicas credenciadas ao Programa de Saúde Mental do Planserv.
Na abertura, a Coordenadora Geral da Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais, Cristina Cardoso, destacou os números positivos do programa, tais como os mais de 475 mil procedimentos realizados em 2015 entre seções de psicoterapia, consultas psiquiátricas, diárias em hospital dia e internações. “Nosso intuito é levar todos os benefícios deste programa para o interior do Estado. Estamos trabalhando neste sentido, inclusive porque 57% dos nossos beneficiários estão no interior”, destacou. Além da interiorização, a gestora apontou outras prioridades da atual gestão, a exemplo da qualificação da assistência e do equilíbrio econômico-financeiro do Planserv.
Programação - Na sequência, o psicólogo Carlos Kruschewsky, da Clínica Quiron de Feira de Santana, apresentou o case de um paciente, com destaque para a técnica utilizada no diagnóstico. Outra psicóloga da Quiron, Luciana Ferreira, enumerou atividades realizadas no hospital dia como parte do tratamento em saúde mental, tais como oficinas de culinária e de artes (música, pintura e dança), dinâmicas de grupo e eventos, entre outras atividades.
Depois que a neuropsicóloga Luciana Dias, da Clínica Clifir, falou sobre a influência da neuropsicologia em programas de reabilitação, a médica psiquiatra da Fundação de Neurologia e Neurocirurgia, Gleide Diallo, expôs o “Projeto de Atendimento à Criança” que está desenvolvendo.
Em seguida, a enfermeira do Núcleo de Prevenção do Planserv, Marina Aquino, esclareceu os participantes a respeito da dispensa de medicamentos em hospital dia para os beneficiários do Planserv cadastrados no Programa de Saúde Mental. Para encerrar a programação da manhã, a Cia de Dança Jorge Chagas e Mima abrilhantou a programação ao som da música “Livre, Leve e Solto”.
À tarde, os trabalhos foram retomados com uma apresentação teatral de pacientes da Clínica Ciclos sobre o significado da “loucura”. Ao abordar o tema “Grupo psicoterapêutico com diagnósticos heterogêneos em Hospital Dia – Relato de Experiência”, a psicóloga da Ciclos, Lílian Trigueiro, descreveu a importância da sociabilização mediada para o sucesso do tratamento em saúde mental.
Os aplausos à programação cultural do evento vieram à tona novamente quando pacientes da Clínica “Fênix” encenaram a peça “A Evolução do Tratamento na Saúde Mental”. A apresentação antecedeu a palestra “Dependência Química: incluída ou excluída da luta antimanicomial?”, ministrada pela psicóloga da Fênix, Maria Charbel Libório. Além da apresentação do teatro interativo “Onde vamos chegar”, a Clínica Ápice colaborou com a programação do evento através da palestra “Clínica ampliada e atenção integral em saúde mental”, ministrada pelo psicólogo Rafael Menezes.
Antes do encerramento do evento, o Grupo “Corpo em Ação” formado por pacientes do Espaço Nelson Pires, empolgou o público com uma apresentação de dança. Por fim, a palestra “O cuidado em saúde mental” foi ministrada pelas psicólogas da clínica, Renata Souza e Tamires Sapucaia. Para a coordenadora do Núcleo de Prevenção do Planserv, Ângela Nolasco, o evento foi um sucesso. “Ficamos muito satisfeitos com o resultado dos trabalhos e com o sucesso do Programa de Saúde Mental do Planserv”, concluiu.