Governo classifica greve da Polícia Civil como injustificável

28/03/2008
Os secretários da Administração Manoel Vitório e da Segurança Pública César Nunes afirmaram, na tarde dessa sexta-feira (28) em entrevista coletiva, que, ainda que tenha sido decretada pelo sindicato da categoria, a greve dos agentes da polícia civil não foi efetivamente deflagrada. "Estamos monitorando todas as unidades da Polícia Civil e posso assegurar que, até o momento, não há nenhuma paralisação no Estado", disse Nunes. Manoel Vitório aproveitou a ocasião para rebater a informação de que os agentes e escrivães tenham sido contemplados com o aumento de 1,5%, conforme têm afirmado algumas lideranças do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipoc). "Isso não existe. Os servidores de nível médio da Polícia Civil tiveram aumento na remuneração de 14,11% no ano passado e esse ano houve acréscimo de 5,40%", afirmou o secretário. O secretário da Administração justificou a diferença entre os aumentos de 2007 e 2008 argumentando que, no ano em curso, as carreiras de nível superior foram as mais beneficiadas, já que no ano passado a remuneração dos delegados de polícia foi de 4,5%. "Trata-se de uma política de recomposição salarial trabalhada em conjunto com os servidores, que visa ser consolidada num prazo maior", explica Vitório. Ele acrescentou que o Estado continuará debatendo políticas salariais com o funcionalismo, mas não mais nesse ano, cujas negociações, segundo ele, estão encerradas. Quanto à possibilidade de a greve ganhar maior proporção, o secretário de Segurança procurou tranqüilizar a população. "O Estado tem um plano de segurança, caso seja necessário", disse César Nunes, que classificou a greve como "injustificável", acrescentando que nos últimos dois anos a categoria teve um ganho acumulado em torno de 20%. Fonte: SAEB