Leilão do Estado tem ágio de 203% e arrecada R$ 398 mil

26/10/2007
Com todos os 102 lotes vendidos, o segundo leilão realizado pelo Governo do Estado este ano arrecadou R$ 387.990 - superando em 203% a previsão estimada inicialmente de R$ 127.840, a partir dos preços mínimos estabelecidos no edital. A disputa foi acirrada e acompanhada, lance a lance, por mais de 80 inscritos. O maior ágio, de 1.300%, foi obtido no lote 15, composto pela sucata de uma F1000, orçado inicialmente em R$ 500 e vendido por R$ 7 mil. Promovido pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb), o leilão aconteceu nesta sexta-feira pela manhã no Departamento de Apoio Logístico da Polícia Militar, no CAB. A disputa de lances foi intermediada pelo leiloeiro Paulo Cezar Teixeira. Do total arrecadado, R$ 106.190 serão destinados ao Derba, que participou com 21 lotes de veículos, móveis, material de informática, sucata ferrosa, um rolo compactador e veículos. O coordenador de Material e Patrimônio do Derba, Cláudio Serafim Muricy, acompanhou os lances ao lado do diretor de Patrimônio da Saeb, Alberto Queiroz. O restante do dinheiro arrecadado será encaminhado ao Tesouro Estadual. Entre os participantes, a expectativa era grande para arrematar os lotes. O mecânico e vendedor Neivaldo Fernandes da Paixão, 47 anos, por exemplo, esperava comprar, reformar e vender o rolo compactador - cujo preço mínimo estava em R$ 5 mil. A firma para a qual ele trabalha também demonstrou interesse em outros itens. "Acho que a máquina vale uns R$10 mil, e é esse o lance que viemos disposto a ofertar. Também nos interessa adquirir a caminhonete D20, de 1993, para uso próprio da empresa, depois de uma reforma", explicou Neivaldo. Para a caminhonete, com preço mínimo no edital de R$ 5 mil, Neivaldo veio disposto a arrematar por R$ 12 mil. O rolo compactador acabou sendo arrematado por R$12.800 e a caminhonete saiu por R$13.600. Freqüentador dos leilões do Governo do Estado, o comerciante de Feira de Santana, Walter Bernardo de Souza, 58 anos, esperava a oportunidade certa para arrematar sucata de veículos, para abastecer o comércio que possui de revenda de peças automobilísticas. "Compensa também para quem pensa em recuperar e revender. Acaba sendo um negócio conveniente tanto para o Estado como para os comerciantes", afirmou Walter, que acompanhava a valorização dos lotes. O lote 2 da primeira parte do leilão, por exemplo, de sucata ferrosa, com preço inicial de R$ 800, foi arrematado por R$ 8,8 mil, citou Walter. Oportunidade de negócios era o que esperava o microempresário de Jequié, Miguel Figueiredo Filho, 45 anos. Ele arrematou um Gol 1000, 1998. "Paguei R$12 mil. Depois que arrumar, investindo cerca de R$ 8 mil, repasso com lucro", calculava o microempresário. Fonte: SAEB