09/10/2007
A Secretaria da Administração do Estado (Saeb) irá avaliar, até o final de novembro, as condições gerenciais e de funcionamento dos 40 maiores almoxarifados do governo estadual. A iniciativa integra um pacote de medidas adotadas pela Saeb, que está intensificando ações de acompanhamento, controle e fiscalização das compras públicas.
Servidores da Superintendência de Serviços Administrativos (SSA), treinados por auditores do Tribunal de Contas do Estado, estão fazendo o levantamento geral, que será entregue ao secretário da Administração, Manoel Vitório. Na última semana, foram visitados os almoxarifados do Hospital Geral do Estado (HGE).
Com cerca de 60% das visitas concluídas, já foi constatado que a estrutura é precária em 15 grandes almoxarifados, com problemas como inadequação na armazenagem, falta de limpeza e de pessoal qualificado. Estão sendo avaliadas nas visitas as instalações dos almoxarifados e elementos físicos dos estoques, além do nível de controle do estoque. São confrontados dados do Sistema Integrado de Material, Patrimônio e Serviços do Estado da Bahia (Simpas) com os da contabilidade interna do almoxarifado, para verificar a racionalização dos custos de material de consumo.
Para avaliar o nível de controle, 5% dos itens de maior relevância, em custos e saldos, estão sendo checados, com o relatório emitido pelo sistema. Os funcionários respondem, ainda, a um questionário. Integram ainda o diagnóstico geral as condições de segurança, a utilização de equipamentos de proteção individual pelos funcionários, a capacitação da equipe e o tempo de trabalho no setor.
HGE
No depósito de materiais de consumo do HGE, o cenário encontrado pela equipe da Saeb foi de caixas armazenadas diretamente no chão, empilhamentos acima do limite máximo permitido, próximos ao teto, infiltrações, iluminação deficiente e funcionários sem equipamentos de proteção individual (luva, bota, capacete e máscara). "Existem falhas na limpeza, não há sinalização de segurança, foram encontradas caixas de arquivos e material permanente (cadeiras e máquinas) no mesmo espaço e caixas dispostas nos corredores, o que dificulta a circulação", apontou a coordenadora de almoxarifados da Saeb, Conceição Vidal, que pessoalmente fotografou todas as inconsistências encontradas, para subsidiar o relatório.
Além deste almoxarifado, foram visitados ainda o de manutenção e a farmácia. O HGE possui cerca de dois mil itens em estoque. A coordenadora do almoxarifado de consumo da unidade, Ana Nery, confirmou as deficiências de pessoal, além da ausência de mais prateleiras e estrados. "Despachamos e recebemos todos os dias. São mais de 1,5 mil itens, que vão de luvas a material de limpeza, lavanderia e reprografia. Contamos com apenas dez pessoas", afirmou.
Para ela, a iniciativa da Saeb é fundamental para identificar as deficiências e saná-las. "As nossas dificuldades são simples - prateleiras, escadas, estrados -, e não demandam muito recurso", declarou. Uma medida simples, feita há um mês, trouxe mais tranqüilidade aos funcionários: a construção de um galpão externo para abrigar apenas material inflamável.
Fonte: SAEB