11/11/2003
O Planserv registrou, nos últimos três anos, forte ampliação no volume de internamentos, consultas e exames. O crescimento foi de 20,3% no número de internamentos: no primeiro trimestre de 2001, foram 14.760, saltando para 17.764 no mesmo período de 2003. Comparando-se os mesmos períodos, aumentaram também as consultas, que saltaram de 391,6 mil para 434 mil, num incremento de 10,8%. Já os exames aumentaram 9,9%, de 1,36 milhão para 1,49 milhão.
O volume crescente de atendimentos, a pressão inflacionária e a tendência de aumento nos custos da área de saúde resultaram em um incremento de 38,63% nos gastos com a assistência à saúde dos 460 mil beneficiários do Planserv, entre servidores públicos estaduais e seus dependentes.
Em 2001, eram desembolsados, a cada mês, R$ 19,7 milhões para pagamento à rede de 1008 hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais que estão entre os melhores da Bahia. Este ano, o desembolso mensal atingiu o patamar de R$ 27,3 milhões.
Cobrança de acordo com o salário
O Planserv é um benefício mantido com recursos oriundos das contribuições do servidor público estadual e do Governo do Estado. "Os beneficiários do Planserv e seus dependentes pagam um valor de acordo com o salário, e não com a faixa etária. Este valor está abaixo da média do mercado", afirma Vespasiano Neto.
Se estiver na primeira faixa de remuneração, ou seja, R$ 260, um servidor público de 60 anos paga, no Planserv, R$ 20, contribuição 18 vezes menor que o mínimo cobrado pelo mercado para uma pessoa com essa idade.
Além disso, o Planserv cobra R$ 4 por dependente (cônjuge, companheiro ou companheira e filhos ou enteados), mas o desconto no contracheque para a assistência dos dependentes não pode ultrapassar R$ 16. "Acima de cinco dependentes no Planserv, o servidor não paga nada", diz o coordenador. "Para se ter uma idéia de como esse valor é baixo, os planos de saúde no mercado cobram, na faixa até 17 anos, valores entre R$ 61,62 e R$ 167,95 por dependente"..
Fonte: SAEB