01/02/2016
Embora seja recomendável portar o cartão do plano de saúde durante os festejos do Carnaval, juntamente com um documento de identificação pessoal, para o caso de uma emergência médica, ninguém deseja ter que usá-lo nos dias da folia. Por isso, o Planserv – Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais está orientando seus beneficiários - e a população em geral - a adotarem medidas preventivas importantes.
Especialistas em saúde, credenciados ao Planserv, indicam que, além de se alimentar bem, beber bastante água, evitar excessos no uso de bebida alcoólica e caprichar no uso de protetor solar, os foliões não podem abrir mão de outros cuidados para garantir que a festa não acabe antes da hora. Também sugerem que escolham bem o calçado a ser usado durante a festa e usem camisinha nas relações sexuais.
Infecções
Segundo a infectologista Laurência Vânia de Queiroz, a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”, é uma das infecções virais mais comuns no Carnaval, sobretudo entre pessoas de 15 a 25 anos de idade. “Evitar o problema é complicado porque dificilmente alguém vai convencer os jovens a beijarem menos”, comentou a médica.
“Geralmente, os sintomas (febre, gânglios na pele e manchas no pescoço) são tratados com analgésicos e antitérmicos, até que o vírus seja eliminado pelo próprio organismo”, completou. A transmissão da herpes labial através do beijo também é comum neste período. “Mesmo que não haja lesão nos lábios, a pessoa infectada pelo vírus pode transmitir a doença”, explicou a infectologista.
Gripes e resfriados, doenças transmitidas por via respiratória, também aumentam nesta época, já que muitas pessoas não deixam de curtir porque estão gripadas. Mas há outras infecções que merecem um cuidado maior. É o caso das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a AIDS, a Sífilis e a Hepatite B.
“Em muitos casos, essas doenças graves não apresentam sintomas, mas podem ser transmitidas. Por isso, é fundamental a prevenção com camisinha. Não dá para abrir mão”, resumiu Laurência.
Comida e bebida
De acordo com a nutricionista do Centro de Diabetes e Obesidade (CDO), Beatriz Rocha Lima, para não cair na armadilha da má alimentação e ter de parar a brincadeira por causa de uma infecção intestinal ou uma desidratação, algumas recomendações simples podem ajudar. A regra básica é manter o corpo hidratado com água, sucos naturais de frutas e água de coco. Para aqueles que gostam de uma cervejinha, o ideal é intercalar um suco ou uma garrafinha de água entre uma latinha e outra. “Além disso, a ingestão de café como bebida estimulante pode ser interessante para dar mais energia e reduzir a fadiga”, destaca.
“Antes de sair de casa, vale a pena ingerir carboidratos como aipim, batata doce, pão integral, cuscuz ou tapioca, para dar energia, além de uma fonte protéica, como ovo e queijo branco”, recomenda. O consumo de vegetais verdes durante os dias da festa também é indicado pelo seu poder desintoxicante, “para reduzir as sobrecargas no fígado, além de melhorar a imunidade e proteger o organismo contra infecções”.
Nos circuitos da folia, a nutricionista sugere o consumo de barras de cereal, de frutas ou de proteínas, frutas secas e oleaginosas (castanhas e amendoins), que podem ser levados de casa. “Ao comprar alimentos, é importante observar as condições de higiene do local, como é feita a manipulação dos alimentos e se os produtos estão sob refrigeração adequada”, sugere. Evitar lanches gordurosos, mas comer a cada três horas completam as dicas da especialista.
Outros cuidados
Cuidados para proteger a pele durante a folia também não podem ser esquecidos. Para a dermatologista Tauani Cunha, é fundamental repor o protetor solar a cada duas horas, pelo menos. O fator de proteção solar mínimo é o 30.
“Quem se descuidar, corre o risco de queimaduras, com bolhas, vermelhidão, ardência, ressecamento e desidratação de pele, sem contar o mal estar que tudo isso causa”, declarou. O uso de cremes hidratantes após a exposição prolongada ao sol também é interessante.
Outro risco que os foliões correm é o de entorses e fraturas nos tornozelos e pés. Segundo o ortopedista João Augusto Cunha Junior, que costuma dar plantão no Carnaval, a aglomeração de pessoas, a intensa movimentação em pouco espaço e as superfícies irregulares colaboram para o aumento das intercorrências. “Para evitar problemas, o melhor a fazer é usar tênis resistentes ao invés de sandálias, chinelos ou sapatilhas”, sugere.