
Em 2015, apesar da crise econômica, a Desenbahia, conseguiu captar aproximadamente R$ 1,5 bilhão em negócios. O Centro de Referência em Atenção à Saúde do Idoso (Creasi) implantou com sucesso um novo modelo de atendimento, centrado não na doença, mas na capacidade do idoso de realizar suas atividades diárias. Em paralelo, o Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred) comemorou a evolução positiva dos resultados de sua Pesquisa de Avaliação da Satisfação do Usuário. Por trás de cada uma destas conquistas de órgãos públicos ao longo do ano, esteve o trabalho de disseminação de tecnologias de gestão realizado pela Rede de Consultores Internos (RCI) do Governo do Estado.
Criada em 2011 pela Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), a Rede reúne servidores de carreiras de nível superior, oriundos de diversos órgãos estaduais. Em 2015, 16 deles atuaram como consultores, conduzindo 962 horas de atividades de disseminação, em oito órgãos. Segundo a coordenadora de Disseminação de Soluções em Gestão da Superintendência de Gestão e Inovação da Saeb, Daniela Svec, o ano foi marcado por um aumento da demanda pelos serviços da Rede, provocado, entre outras coisas, pela publicação, em dezembro de 2014, do Decreto 13.204, que criou as Assessorias de Planejamento e Gestão nos órgãos públicos para conduzir processos de gestão organizacional e planejamento estratégico.
“Além disso, é possível notar uma mudança na percepção que os órgãos têm do trabalho da Rede de Consultores, com a consolidação da visão de que se trata de um serviço de alta qualidade, prestado por servidores que conhecem a máquina pública”, explica Daniela. A seguir, os relatos dos executivos de alguns dos órgãos atendidos pela Rede de Consultores em 2015 e suas experiências exitosas
Desenbahia: resultados positivos

Um dos principais reconhecimentos obtidos pela Rede de Consultores Internos em 2015 foi o convite da Desenbahia para que seus consultores conduzissem o processo de elaboração do Plano Estratégico 2016-2019, após o êxito no planejamento anterior (2012-2015), que também contou com a consultoria da Rede. Na opinião do presidente da agência de fomento, Otto Alencar Filho, o processo tem sido responsável direto por uma série de avanços obtidos nas mais diversas áreas da sua gestão. “O planejamento estratégico é imprescindível hoje para qualquer organização pública ou privada; ele nos permitiu implantar uma cultura de melhoria contínua, onde estamos cotidianamente avaliando nosso desempenho e executando ações na busca pela realização de objetivos estratégicos”, afirma.
O presidente elenca vários resultados positivos contabilizados pelo órgão este ano, ligados direta ou indiretamente ao processo de Planejamento Estratégico. Além dos R$ 1,5 bilhão em negócios captados – citados no início desta matéria - a agência de fomento também conseguiu reduzir seus prazos de análise de propostas, garantindo mais agilidade no atendimento, e ainda promoveu ganhos com redução de custos em vários processos. Para completar, de
Cepred: salto qualitativo
Para a equipe do Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred), 2015 foi um ano de muito conhecimento e avanço técnico na gestão. “Só tivemos a ganhar: a assessoria da Saeb deu novo significado à nossa gestão, promoveu um salto qualitativo que vem nos permitindo caminhar na direção da excelência”, comemora a coordenadora de Gestão de Ações Estratégicas e Planejamento do Cepred, Telma Ferraz da Silva. O processo foi deflagrado ainda em 2014, quando a Rede prestou assessoria ao órgão no redesenho de seus processos de trabalho e na elaboração de um Plano de Ação com duração de dois anos. “Na época, fizemos um trabalho de análise das fragilidades da instituição que resultou na identificação de 44 oportunidades de melhoria; um ano depois, constatamos em nossa auto-avaliação que 18 dessas melhorias já haviam sido implementadas e outras oito estavam sendo encaminhadas”, conta Telma.
Em paralelo, o redesenho de processos resultou em mudanças que trouxeram benefícios concretos para o público atendido pelo Cepred. É o caso do atendimento a pessoas com deficiência intelectual e transtorno do espectro autista. “Como o Centro havia sido habilitado há pouco tempo para prestar este tipo de atendimento, a consultoria nos auxiliou a definir todos os procedimentos”, explica Telma. Outro ganho foi na organização do atendimento aos usuários. “Antes, recebíamos um grande fluxo de pessoas sem agendamento; com a alteração nos procedimentos e o trabalho de esclarecimento aos usuários, conseguimos mudar isso”, conta. A melhoria se reflete na evolução positiva da Pesquisa de Avaliação da Satisfação do Usuário, implantada pelo Cepred este ano. Já no mês de dezembro, o índice ficou em 75%, para uma meta de 80%.
Creasi: visão de futuro

A equipe do Centro de Referência em Atenção à Saúde do Idoso (Creasi) vai começar 2016 com uma nova perspectiva em relação ao futuro, graças à elaboração do seu Plano Estratégico 2016-2025, realizada com a assessoria da Rede de Consultores. “Foi um grande desafio, nossa primeira experiência sistemática de elaboração de um plano com estratégias de médio e longo prazo”, relata a diretora do Centro, Mônica Hupsel Frank. Em sua opinião, a grande vantagem do planejamento é a construção de uma visão de futuro para a organização. “O plano nos permite trabalhar sabendo onde queremos chegar e os passos necessários para atingir este objetivo”, completa.
Além do Planejamento Estratégico, outra tecnologia de gestão que passou a ser adotada pelo Creasi com apoio da Rede foi a Análise e Melhoria de Processos. “O trabalho foi fundamental que adotássemos um novo modelo de atendimento ao público, centrado não na doença, mas na funcionalidade do idoso”, diz Mônica. A adoção do modelo – que segue diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Estatuto do Idoso – faz com que o Creasi passasse a focar seu atendimento naqueles idosos que não têm autonomia para realizar as tarefas da vida diária. “A metodologia nos ajudou a definir o novo fluxo burocrático e de encaminhamento do paciente, além de fazer com que as equipes compreendessem as mudanças”, explica a diretora.
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Fonte: Ascom Saeb