Setenta e quatro por cento dos servidores estaduais baianos que atuam em regime estatutário se consideram pardos ou negros. O percentual – divulgado nesta sexta-feira, 20 de novembro, em função da passagem do Dia da Consciência Negra – é um dos primeiros índices levantados pela Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb) como parte do processo de elaboração do Perfil Racial dos Servidores Estatutários do Estado da Bahia. Em fase final de construção, o documento utiliza como base os dados coletados durante o processo de recadastramento dos funcionários públicos ativos, realizado pelo governo estadual.
Promovido este ano, o recadastramento permitiu aos servidores realizar, de forma inédita, a sua autodeclaração racial, ao introduzir o quesito raça/cor no questionário dirigido ao grupo. De um total de 132.554 funcionários estatutários recadastrados, 75.905 se definiram como pardos, o que equivale a 57% do total. Outros 22.376 trabalhadores (21% do total) identificaram-se como brancos e 22.975 (17%) como pretos. Em seguida, vieram categorias menos escolhidas, como amarela (1.203 servidores) e indígena (745). Já os índices por cargo possibilitam um retrato mais detalhado do perfil racial dos servidores. Entre os soldados de primeira classe, por exemplo, os que se autodeclaram pretos ou pardos chegam a 87%. Já entre os procuradores gerais do Estado, 61% se consideram brancos, 38% pardos e apenas 5% pretos.