O Programa Bahia pela Paz tem aproximado a juventude baiana de novas oportunidades e projetos de vida. Em Feira de Santana, Israel Paulo Constantino, de 17 anos, vai iniciar uma nova etapa de sua trajetória escolar ao participar de uma pesquisa científica na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), antes mesmo de concluir o ensino médio.
Para o jovem, que já pensou em desistir dos estudos, essa conquista tem o significado especial e, segundo ele, ampliará sua pesperctiva sobre sonhos e o futuro.
“Eu já quis desistir dos estudos, mas a bolsa é um estímulo e foi bom ter ganhado, porque é uma oportunidade pra mim. Pensei até em não aceitar, mas conversei com minha mãe e ela me incentivou. Eu já tinha ouvido falar dessas pesquisas nas universidades, mas não sabia muito como funcionava. O pessoal do Coletivo Mangabeira me deu todo o suporte para eu entender melhor essa oportunidade. Acho que vai ser bom pra mim, porque vou aprender coisas novas, talvez faça amigos e conheça novas pessoas”, conta Israel
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Além de ser acompanhado pelo Coletivo Bahia pela Paz, o jovem feirense cursa o 2º ano do ensino médio na Escola de Tempo Integral TeotônioVilela, modalidade que vem sendo ampliada na Bahia e já conta com 740 unidades modernizadas. Os dois equipamentos compõe a cartela de ações do Programa Bahia pela Paz, ação que adota uma pesperctiva ampliada de segurança pública que une prevenção e redução da violência letal contra jovens e adolescentes vulnerabilizados.
A bolsa de Israel integra o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (PIBIC-EM), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
Com duração de 12 meses, o programa oferece bolsas de R$ 300 mensais, com dedicação mínima de oito horas semanais. A oportunidade está vinculada ao projeto de pesquisa “Desafios e possibilidades da avaliação, acompanhamento de usuário e desenvolvimento de produtos de Tecnologia Assistiva na infância”, submetido pela professora e pesquisadora Nelma de Cássia Galvão, do campus UFRB de Feira de Santana.
“Esta é uma oportunidade de desconstruir preconceitos sobre o espaço universitário, desenvolver habilidades de escrita acadêmica e conhecer as etapas de uma pesquisa científica. Israel vai pesquisar os desafios e as possibilidades do uso das tecnologias assistivas por crianças com deficiência de zero a seis anos. Essa articulação pode ampliar suas perspectivas futuras, criar novos pontos de apoio e contribuir para a construção de práticas sociais mais inclusivas”, relata Nelma, mestre em Educação Científica, Inclusão e Diversidade.
A articulação que viabilizou a bolsa para o jovem conectou uma política estadual de segurança pública, prevenção à violência e promoção de direitos a uma iniciativa federal de incentivo à pesquisa, como destaca a coordenadora do Coletivo Mangabeira, Juliana Carmo.
“Nosso trabalho inclui a busca ativa de jovens e suas famílias, o acompanhamento psicossocial, as formações cidadãs, entre outras ações, além da articulação com a rede de proteção para ampliar o acesso a direitos e construir projetos de vida. A oportunidade de Israel é um dos exemplos desse trabalho de conexão entre juventude, serviços públicos e possibilidades de futuro”, afirmou.
Coletivos Bahia pela Paz
Os Coletivos Bahia pela Paz são equipamento públicos espalhados por Salvador e interior do Estado baiano. Atualmente, 18 coletivos estão funcionando, os equipamentos chegam em diferentes recortes temporais nos territórios, desde o início das instalações já foram realizados mais 50 mil atendimentos até o mês de setembro de 2026.
Israel conheceu o Coletivo Bahia pela Paz Mangabeira durante uma visita da equipe técnica à escola e a localidade onde vivi. Desde abril deste ano, o jovem recebe acompanhamento psicológico no serviço e de outras dinamicas do local. Ainda sem uma decisão sobre os próximos passos da sua formação, ele considera a gradução de design gráfico como uma possibilidade e espera que a bolsa de iniciação científica amplie seus horizontes.
“Conhecer o Coletivo foi bom porque me trouxe oportunidades. Espero que essa experiência com a bolsa também me traga oportunidades muito boas e que outros jovens possam conhecer o Coletivo e encontrar esse apoio também”, finalizou.
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