Mais de 100 jovens acompanhados pelos Coletivos Bahia Pela Paz, em Salvador e na Região Metropolitana (RMS), irão, alguns pela primeira vez, participar da Bienal do Livro Salvador, nesta segunda-feira (20), no Centro de Convenções de Salvador.
A ação ocorre a partir de uma articulação entre a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), responsável pela gestão dos Coletivos, e a Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).
Ao todo, 120 jovens participarão da atividade, representando comunidades dos bairros de Águas Claras, Pernambués, IAPI, Paripe, São Caetano, Liberdade e a cidade de Camaçari.
Ademais, os jovens receberão, por meio de intermediação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, com a Secretaria de Educação (SEC) R$ 1.600 em vales-livro para adquirir itens no evento literário.
Para Luciana Rocha, coordenadora dos Coletivos Bahia Pela Paz de Salvador e da RMS, o evento simboliza, na prática, a democratização do acesso à cultura.
“Esse momento é importante para a democratização do acesso à cultura, a garantia de direitos e o fortalecimento do protagonismo juvenil. A gente também fala da ampliação desse protagonismo”.
Luciana ainda reflete sobre o foco da Bienal deste ano, que leva o tema "Bahia: Identidade que Ecoa nos Quatro Cantos do Mundo".
"Vai possibilitar que essa juventude se reconheça nas narrativas das obras, que valorizam a literatura baiana e afrodiaspórica. Para além da questão do acesso à cultura e à literatura, que é fundamental quando pensamos no acesso de jovens em áreas de extrema vulnerabilidade social a um evento de grande porte como esse, trata-se de uma iniciativa muito conectada à prevenção da violência dentro dos territórios”.
“Quero conhecer mais sobre literatura, praticar mais a leitura, conhecer novos autores e as atividades que estão acontecendo. Agradeço muito o convite do coletivo para conhecer a Bienal, porque nunca tive oportunidade de ir", concluiu.
Os Coletivos integram o Programa Bahia Pela Paz e são uma iniciativa do Governo do Estado que integra um plano de segurança pública com foco na garantia de direitos, ampliação do acesso à justiça e à educação, geração de oportunidades, ações de inteligência e aperfeiçoamento das forças policiais para reduzir a letalidade contra jovens negros e periféricos.
Além disso, os Coletivos Bahia Pela Paz atendem jovens negros, periféricos e vulneráveis, com idades entre 12 e 29 anos, e estão sediados em diferentes regiões da cidade e do interior do estado. O programa conta com articulações intersetoriais entre 16 secretarias estaduais, além do apoio dos poderes Legislativo e Judiciário.