Jovens dos Coletivos Bahia Pela Paz participam da Bienal do Livro e destacam aquisição de itens: 'esse livro me cativou'

23/04/2026
Jovens dos Coletivos Bahia Pela Paz participam da Bienal do Livro e compartilham experiências nas compras de livros
Cassio Santana/ Ascom BPP

Jovens acompanhados pelos Coletivos Bahia Pela Paz de Salvador e Região Metropolitana de Salvador (RMS) estiveram, muitos pela primeira vez, na Bienal do Livro 2026, realizada na última segunda-feira (20), no Centro de Convenções de Salvador. A experiência foi marcada pela compra de livros, além disso, os jovens também participaram de palestras e de outras atividades da programação.

A participação foi viabilizada por meio de uma articulação entre a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), responsável pela gestão dos coletivos, e a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA). A iniciativa também contou com o apoio da Secretaria de Educação (SEC), que disponibilizou mais de R$ 1 mil em vouchers para a compra de livros de escolha dos jovens.

Ao todo, foram disponibilizados mais de 100 ingressos, distribuídos entre técnicos e acompanhados pelos Coletivos. Ao final, 96 jovens participaram da atividade, representando comunidades dos bairros de Águas Claras, Pernambués, IAPI, Paripe, São Caetano e Liberdade, além do município de Camaçari (Abrantes e Phocs).

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Na ocasião, com os vouchers em mãos, adolescentes como Katharine Santos, de 16 anos, atendida pelo Coletivo Bahia Pela Paz do IAPI, conseguiram adquirir livros desejados há bastante tempo.

 “Comprei o livro ‘O Diário de Anne Frank’. Eu sempre quis ter esse livro, mas, por falta de condições, nunca consegui comprar. E hoje consegui comprar aqui na Bienal do Livro por quarenta reais e com o voucher”, contou a adolescente.

Já Edward Azevedo, de 18 anos, acompanhado pelo Coletivo Bahia Pela Paz do bairro da Liberdade, escolheu o livro “Heloíse não pode sair”, que aborda a história de uma jovem com Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI). 

“O que me chamou atenção neste livro é porque eu sou uma pessoa que tem problemas psicológicos, eu tenho bipolaridade, e esse livro me cativou bastante”, relatou.

Presente na Bienal do Livro, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, destacou que a participação dos jovens reforça o compromisso do Programa Bahia Pela Paz com os sonhos e projetos da juventude baiana.

 “O Bahia Pela Paz é uma aposta na juventude, no sonho, no projeto, na crença de um mundo melhor. E nada melhor do que um espaço como a Bienal, no universo da literatura, para que esses jovens se conectem com possibilidades de liberdade. Estamos muito felizes em proporcionar essa experiência.”

De acordo com a coordenadora dos Coletivos Bahia Pela Paz em Salvador e Região Metropolitana, Luciana Rocha, a visita dialoga diretamente com as diretrizes do programa. “Reconhecemos a cultura como uma dimensão essencial na promoção de direitos, na prevenção da violência e na construção de trajetórias para as juventudes e suas famílias. A participação na Bienal garante acesso a bens culturais e educativos que nem sempre estão presentes no cotidiano desses territórios, marcados por desigualdades e limitações de acesso à cidade e à cultura”, afirmou.

Os Coletivos Bahia Pela Paz integram o Programa Bahia Pela Paz, iniciativa estratégica do Governo do Estado voltada à prevenção e redução da violência letal entre crianças, adolescentes e jovens em situação de alta vulnerabilidade social, além de suas famílias. O programa adota uma perspectiva ampliada de Segurança Pública, integrando ações sociais, de cidadania, garantia de direitos e atuação qualificada das forças policiais, com articulação entre 16 secretarias estaduais e apoio dos poderes Legislativo e Judiciário.

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Fonte
Cassio Santana
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Coletivos Bahia pela Paz
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