06/11/2015
Durante o lançamento do pacote de ações sociais do Pacto pela Vida (PPV), no último dia 4, quando o governador Rui Costa, ao lado do secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis, anunciou o investimento de R$ 50,7 milhões, o coordenador geral do Programa, César Lisboa, destacou em seu discurso a importância de vincular a segurança pública e a prevenção social.
Confira abaixo a fala do gestor.
“Este evento que estamos envolvidos nesta manhã é, sobretudo, uma celebração da solidariedade. Aqui são muitos atos assinados, muitas entidades participantes, a presença do governador Rui Costa e seu staff de secretários e técnicos, todos irmanados nesse mesmo princípio: celebrar a solidariedade. E é claro que ela se faz cada vez mais necessária. Quando nos deparamos com os problemas da violência que afeta a nossa vida social, que nos aflige com uma continua sensação de insegurança, algo precisa ser feito. E esse algo não pode ser fruto apenas da ação enérgica do estado, mas exige a mobilização e o suporte prático de toda a sociedade.
Um estudioso dessa área nos ensina que se a natureza humana abriga motivos que nos impele para a violência, ela também nos impulsiona – nas circunstâncias corretas – para a paz, para a compaixão, a equidade, o autocontrole e a razão. Aqui estão os vastos segmentos comprometidos com uma cultura de paz. Comprometidos com esse esforço que deve ser feito para salvar vidas, evitar que os nossos jovens venham perpetrar a dor, o sofrimento e a morte aos outros, a si próprios e suas famílias.
É com esse espírito que quero falar aqui do Programa Pacto Pela Vida. Na cabeça da maioria das pessoas o Pacto Pela Vida é exclusivamente um programa de articulação e de planejamento das ações de polícia. Para muitos, ele se restringe às áreas de atuação das Bases Comunitárias de Segurança, espalhados por vários bairros de Salvador e de outras grandes cidades do interior. Se fosse somente isso o Pacto Pela Vida já estaria dando uma grande contribuição à sociedade baiana. Afinal de contas, desde que foi implantado em 2011, são 05 anos que estamos reduzindo – volta a frisar – reduzindo o número de homicídios na nossa capital. Imaginar que estamos há mais de um ano sem ocorrências de assassinatos em bairros como o Bairro da Paz e o Calabar, que sempre povoaram o nosso imaginário como áreas conflagradas.
Porém, o Pacto Pela Vida significa muito mais: significa a construção de uma política de defesa social. Ela inclui outras variáveis como as diversas ações sociais que estão aqui sendo lançadas e as atividades de amparo aos que sofrem com o vício das drogas. Inclui também uma política de proteção às famílias fragilizadas dos aprisionados, que vivenciam o estigma da própria sociedade, e que estamos em processo de construção com o apoio das lideranças dos mais diversos segmentos religiosos que atuam nos presídios. Um dos editais que estão sendo lançados aqui pelo governador Rui Costa permitirá a criação dos Núcleos Socais de Direitos Humanos e Justiça Comunitária que vão atuar nas Bases Comunitárias pari passu com a presença do efetivo policial.
Estamos defrontes, portanto, do desafio de vincular a segurança e a prevenção social, como elementos de uma política de redução da violência. Com esporte, com artes, com cultura, com cidadania, com capacitação profissional, com estímulo de renda e, sobretudo, com a vida em suas múltiplas dimensões. Senhor Governador, o senhor está de parabéns por aprofundar essa política de defesa da vida. Mas também por saber propor à sociedade e aos seus segmentos organizados as ferramentas para um grande mutirão pela paz. Nossa Bahia precisa e nossos jovens têm urgência”.