02/03/2016
Dando continuidade ao processo de capacitação das comunidades terapêuticas do sistema Viva Bahia, que atende gratuitamente a usuários de substâncias psicoativas, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Justiça Social) realizou, nesta quarta-feira (3), a segunda oficina de qualificação para 14 entidades de 12 municípios baianos, no auditório da Defensoria Pública do Estado, no Canela, em Salvador.
A ação faz parte do programa de qualificação previsto nos convênios da Secretaria de Justiça Social com as comunidades terapêuticas, que totalizam um investimento total de R$ 7,3 milhões, em serviços que beneficiam anualmente 1.120 pessoas, nos municípios de Feira de Santana, Simões Filho, Dias D’Ávila, Alagoinhas, Barreiras, Vitória da Conquista, Irecê, Santo Estêvão, Senhor do Bonfim, São Sebastião do Passé, Ilhéus e Lauro de Freitas.
Além dos profissionais das comunidades, participaram da oficina a superintendente de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis, Denise Tourinho, e a diretora de Gestão e Monitoramento da superintendência, Emanuelle Silva, além das psicólogas Sara Nascimento, do Posto de Cidadania, e Renata Pimentel, do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad), que falaram sobre Acolhimento e Registros com as Comunidades Terapêuticas.
“A secretaria tem o compromisso de atualizar, modernizar e ajudar na qualificação e capacitação dessas comunidades, para que elas possam trabalhar a lógica das políticas nacional e estadual sobre drogas e que possamos contar com uma parceria qualificada”, salientou a Denise Tourinho. A superintendente destacou o programa terapêutico individualizado como temática fundamental “para que as instituições possam reconhecer em cada indivíduo suas peculiaridades, suas necessidades, suas demandas específicas, para que ele não seja tratado simplesmente como mais um”.
Segundo Emanuelle Silva, a proposta é qualificar as ações de atenção e cuidado e garantir os direitos das pessoas que são acolhidas nos espaços de atendimento. “Temos que respeitar a cultura da dinâmica organizacional dessas entidades, mas também desafiá-las a repensar suas práticas de atenção às pessoas que fazem uso de drogas”, salientou.
Coordenadora da comunidade terapêutica Harmonia, que atende a 30 mulheres dependentes de substâncias químicas em Feira de Santana, Telma Carneiro falou da importância da atualização constante das entidades. “As leis e os conteúdos mudam a todo momento, e a troca de experiências com outras comunidades é benéfica para que tenhamos uma conduta comum”.
Ela destacou o trabalho conjunto com o Governo do Estado, que segundo ela “é um excelente parceiro. Graças a esse convênio estamos podendo dar um atendimento de qualidade a essa população tão discriminada”.