10/09/2020
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) participou, nesta quinta-feira (10), do Encontro Nacional de Pessoas com Deficiência, Família, Estado e Sociedade, realizado pela Rede PCD Bahia, que reúne representantes de todo o país para discutir políticas setoriais voltadas às pessoas com deficiência nas áreas de saúde, educação, emprego e especificidades regionais.
A palestra “Da Exclusão à Inclusão: o capacitismo gera a invisibilidade da PCD”, ministrada pelo superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SJDHDS, Alexandre Baroni, foi transmitida ao vivo pelo YouTube da Rede, com participação média de 90 espectadores.
Segundo o superintendente, o capacitismo, expressão usada para discriminar ou minimizar a capacidade das PCDs em diversos segmentos da sociedade, se relaciona ao machismo e ao racismo em termos de opressão.
“O capacitismo para nós, pessoas com deficiência, gera desconforto, raiva e uma série de sentimentos ruins. Mas, para o conjunto da sociedade que nos vê como menores, não gera indignação. Precisamos materializar nosso sentimento de revolta em ações concretas, que quebrem essa visão”, afirmou.
Quanto à invisibilidade das pessoas com deficiência perante a sociedade, reforçada pela prática do capacitismo, Baroni pontuou que a exclusão das PCDs acontece desde o contexto familiar à falta de prioridade da imprensa em noticiar casos de violência contra PCDs, e que a inclusão é um processo de mão dupla, em que as pessoas com deficiência precisam se preparar, mas a sociedade também precisa estar preparada para recebê-las.
“A exclusão das pessoas com deficiência é histórica, mas ela continua porque nós ainda somos considerados invisíveis e, por isso, não conseguimos atingir o patamar em que as políticas públicas, gestores e iniciativas privadas entendam que a gente quer oportunidade e que a gente tem capacidade de estar onde a gente quer estar”, ressaltou.
Para tanto, o gestor aponta que é preciso empoderar pessoas com deficiência de diferentes identidades e classes sociais, além de fortalecer o Movimento das PCDs, deixando de lado quaisquer hábitos que promovam exclusão dentro da exclusão.