Roda de Conversa discute ressocialização no Núcleo de Prisão em Flagrante

12/03/2020
Na última terça-feira (11), o Programa Corra pro Abraço promoveu uma roda de conversa no Núcleo de Prisão em Flagrante (NPF), em Salvador, para discutir o tema “Ressocialização”, com mediação de Ricardo Cappi, doutor em Criminologia e supervisor clínico do Corra. 

A atividade contou com a participação de técnicas do serviço da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SJDHDS); funcionários do cartório da Vara de audiência de custódia(VAC) e do coordenador Carlos Augusto Rebouças Araujo; do analista jurídico da Defensoria Pública do Estado (DPE-BA), Mateus Dantas; do coordenador da Central Integrada de Alternativas Penais para Acompanhamento de Cumpridores de Medidas Cautelares (CIAP), Marcos Alan Brito; além de técnicos, estagiários e agentes da Polícia Civil, que também atuam no local.

De acordo a supervisora do Programa, Danielle Rebouças, “a ideia dessa atividade é dar continuidade ao processo de integração, formação e articulação das equipes que atuam junto às audiências de custódia”. 

A atuação do Programa Corra pro Abraço junto às Audiências de Custódia é fruto de uma parceria, desde 2016, entre o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e a SJDHDS. A equipe multiprofissional - composta por uma supervisora com formação em Direito e Serviço Social, uma educadora jurídica, uma psicóloga e uma assistente social - atua no NPF acompanhando pessoas em situação de vulnerabilidade social, que após passarem pela audiência de custódia são encaminhadas por meio de decisão judicial para serem orientadas das demandas de documentação, Saúde, Assistência Social e Justiça. 

Para o professor Ricardo Cappi, estes espaços para a discussão e reflexão são fundamentais para o aperfeiçoamento do serviço. “Estes são momentos muito importantes, pois os diversos atores que intervém no âmbito das Audiências de Custódia têm a oportunidade de falar sobre as questões que aparecem no decorrer do trabalho, promovendo uma compreensão mais aprofundada dos objetivos de cada um e da finalidade da existência das audiências de custódia”, pontuou.


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