15/04/2021
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) participou, nesta quinta-feira (15), da live “Abril Indígena: a promoção da igualdade étnico-racial na perspectiva dos povos originários". O debate contou com a participação do superintendente de Direitos Humanos, Jones Carvalho, representando os secretário da SJDHDS, Carlos Martins.
O evento virtual é uma iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e integra as estratégias de valorização e debate de temas relacionados às questões indígenas.
Segundo Jones Carvalho, a iniciativa é extremamente oportuna para evidenciar a luta, a resistência história, e colocar em evidência os ataques que os povos indígenas sofrem neste país até hoje, especialmente num cenário de pandemia onde as violações de direitos tendem a se intensificar.
“Das 77 pessoas incluídas em nosso programa de proteção de defensores dos direitos humanos, 44 são indígenas, o que demonstra o grau de agressão em que esses povos têm sido vitimados. Por isso, é preciso falar sobre, discutir, trazer essa pauta em lives e em todos os holofotes”, afirmou Jones Carvalho.
O evento em alusão aos 19 de abril, o Dia dos Povos Indígenas, integra o ciclo de ações da Sepromi para 2021, destinadas à formação, valorização de datas e lutas históricas, ao aprofundamento de debates relacionados às políticas de promoção da igualdade racial e diálogo com a sociedade civil.
“É preciso mostrar o contexto e a força das diversas etnias existentes em nosso estado para promover a Política de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Mostrar que os indígenas fazem parte do nosso tempo presente e são portadores de direitos e que estão nas mais diversas áreas da nossa sociedade”, endossou a secretária da Sepromi, Fabya Reis.
“O caminho para a valorização de nós, povos indígenas, é a representatividade nas universidades, na política, na medicina, em todos os espaços de direito. Só assim poderemos construir e lutar pelas políticas públicas que queremos, merecemos e precisamos”, declarou Kandara Pataxó, liderança da comunidade indígena Juerana, no Extremo-Sul baiano.