15/06/2021
Nesta terça-feira (15), profissionais que atuam nas comunidades terapêuticas do Sistema Bahia Viva, participaram de mais uma etapa da capacitação promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS). O tema "Acolhendo Usuários de Drogas e Reduzindo Estigmas", foi pauta do encontro, realizado através da plataforma Google Meet.
A atividade foi conduzida por Igor Mesquita, psicólogo do Corra Juventude, ação do Programa Corra pro Abraço que atua com jovens de comunidades vulneráveis. O debate se desenvolveu a partir de uma roda de conversa sobre o fazer prático e os desafios enfrentados no âmbito das comunidades terapêuticas, sobretudo pelas dificuldades da pandemia. Além disso, também aconteceu um diálogo sobre a nova Política Nacional sobre Drogas (PNDAD), e sobre estigmas em relação aos usuários.
“A gente precisa trabalhar na perspectiva de que todas as políticas se interligam. A nova lei em alguma perspectiva vai expandir a atuação das comunidades terapêuticas acolhedoras. Foi preciso pensar uma entrada de uma via multiprofissional para executar o cuidado na sua integralidade. Só vamos atingir o princípio da igualdade, a partir do entendimento de que as pessoas têm contextos e necessidades diferentes. Precisamos compreender o campo de disputas em torno do uso de substâncias e debater sobre as duas vias em torno da política”, destacou Mesquita.
A profissional Leila Santos, que atua em comunidade terapêutica no município de Feira de Santana, compartilhou como o acolhimento se adaptou no contexto da pandemia e sobre o papel das famílias no apoio aos usuários.
“Um grande desafio que estamos enfrentando por conta da pandemia é a questão da visitação, e tivemos que fazer alterações no atendimento, utilizar recursos como ligações, chamadas de vídeo. Trazer essa questão da família em alguns casos é fator de proteção, mas em algumas situações é fator de risco, por isso é importante o olhar atento das equipes multidisciplinares para ver onde estão essas potencialidades, perceber qual o familiar pode fortalecer esse tratamento, ser participativo, e também perceber suas vulnerabilidades, para contribuir e fortalecer ainda mais esse tratamento”, pontuou ela.
As capacitações são promovidas pela Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis da SJDHDS e têm o objetivo de promover atualizações técnicas e teóricas da clínica de Álcool e outras Drogas e temáticas voltadas para a garantia dos Direitos Humanos.