16/06/2023
Reforma Agrária Popular, Direitos Humanos e Questão Racial. Esse foi o tema da mesa redonda realizada nesta sexta-feira (16), na 7ª Feira Estadual da Reforma Agrária. Promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a ação acontece até sábado (17), na Praça da Piedade, em Salvador.
A palestra destacou a importância do direito à alimentação, acesso à terra, sustentabilidade e a luta pela igualdade racial. O ato contou com a participação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), representada pelo assessor especial, Luiz Alberto.
Em sua fala, ele defendeu o fortalecimento das políticas públicas que possam garantir alimentação de qualidade e a defesa da terra como um direito a todos, através da Reforma Agrária Popular. “Esse debate é necessário para compreender o Brasil. É muito comum a violação dos direitos humanos. A garantia de uma reforma agrária popular é o fortalecimento do movimento social que luta pela terra. Alimentação é um direito”, disse Alberto.
Também participaram da mesa de debate o assessor Especial da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Ailton Ferreira, e a coordenadora Nacional do MST, Lucinéa Durões.
“A luta pela reforma agrária é também uma política de reparação. Precisamos ser intolerantes com o racismo, para construirmos uma sociedade justa e ter a emancipação do povo”, ressaltou a coordenadora Lucinea Durões.
A feira conta com a presença de cerca de 250 trabalhadores do MST, entre feirantes e equipes de trabalho, com a comercialização de produtos da agricultura familiar, e com uma programação cultural.