03/08/2016
Juventude Baiana: Informações sociais 2006 e 2014 foi o tema do estudo apresentado na última segunda-feira (1º) pela diretor de Pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan), Armando Castro, ao secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Geraldo Reis. O trabalho apresentou indicadores socioeconômicos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE), com recorte etário, abordando informações das áreas de demografia, trabalho e rendimento, condições de moradia, educação, saúde e segurança. O trabalho foi discutido no âmbito da Coordenação de Políticas para a Juventude da Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDHDS.
A população entre 15 e 29 anos na Bahia passou de 4,2 milhões para 3,7 milhões, entre 2006 e 2014, uma redução que considera o natural envelhecimento populacional, sendo que 80,6% são negros e 18,9% são brancos, em 2014.
“O aumento da presença de jovens de 15 a 17 anos na escola (de 425 mil para 523 mil) é um dos pontos positivos sinalizados, fato estimulado pelo programa Bolsa Família. Mas requer uma estratégia para fixação. Observamos também que estar na condição de estudante é uma proteção para uma faixa etária dos jovens das classes mais vulneráveis, sendo de interesse deles se apresentarem como estudante”, explicou a superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, Anhamona de Brito.
A principal preocupação sinalizada pelo secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis, foi com o recorte populacional da juventude que não se encaixa e nenhuma das atividades observadas, ou seja, não estudam e também não trabalham. Apesar da redução da população jovem nesta condição ao longo do período 2006/2014, na faixa etária de 18 a 24 anos encontra-se a maior concentração: 291 mil.
“Este estudo é um dos pontos de partida para um planejamento estratégico. Ele vem trazer pistas para identificarmos os jovens baianos mais vulneráveis e ainda carentes de políticas públicas. Ao que tudo indica, são jovens que escapam das atuais políticas de geração de emprego e de profissionalização, pois não alcançam sequer os pré-requisitos para acessá-las ou não têm acesso à informação. Queremos investigar e pensar sobre as necessidades e desejos dessa população”, disse o gestor.