Fundac completa 32 anos de atendimento socioeducativo e emancipação cidadã de adolescentes e jovens

23/05/2023
Esta semana é histórica para a socioeducação baiana. Isto porque, em 22 de maio de 1991, teve início a trajetória da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) do estado da Bahia – instituição responsável pela gestão da política de atendimento ao adolescente em cumprimento das medidas socioeducativas de semiliberdade e internação. Nesse percurso de 32 anos, a Fundac não só ampliou o alcance de ações socioeducativas, interiorizando o atendimento; como também implementou iniciativas que buscam a garantia de direitos, o acesso à justiça e a promoção da emancipação cidadã de adolescentes e jovens adultos.
   
Vinculada à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), atualmente, a Fundac acolhe adolescentes entre 12 e 21 anos incompletos, realizando o atendimento socioeducativo em sintonia com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), instituído através da lei nº 12.594 de 2012.
 
Com personalidade jurídica de direito público e jurisdição em todo território do Estado, a Fundac atua com foco no processo pedagógico-metodológico, centrado no protagonismo dos educandos com a participação da família no percurso do atendimento socioeducativo, reconhecendo a condição peculiar de desenvolvimento dos adolescentes e defesa dos princípios da brevidade e excepcionalidade da medida de internação.
 
Expansão e estrutura
Após expansão da estrutura física, reformas e interiorização das atividades, o órgão passou a contar com sete Comunidades de Atendimento Socioeducativo (Cases) e cinco unidades de semiliberdade no estado, estando presente em Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Itabuna, Juazeiro, Feira de Santana e Vitória da Conquista. Em 1994, o órgão também implantou sua primeira unidade de Pronto Atendimento, possuindo atualmente duas, sendo uma em Feira de Santana, nas quais são realizados os atendimentos iniciais com o objetivo de acolher adolescentes encaminhados pela Delegacia do Adolescente Infrator, da Promotoria da Infância e Juventude de Salvador e municípios do interior, bem como familiares ou responsáveis destes jovens.

Ainda sobre a estrutura, uma conquista recente se dá com a inauguração da Case Professor Wanderlino Nogueira Neto, em Vitória da Conquista, o que representa mais um ganho na descentralização e interiorização do sistema socioeducativo do Governo da Bahia, para atender e acolher os educandos.
Foram investidos R$ 23 milhões, compartilhados entre o Governo Federal e o Governo do Estado, em uma unidade considerada modelo por atender os parâmetros do Sinase. A Case tem capacidade para acolher até 90 adolescentes com estrutura padrão, que contempla espaços de lavanderia, refeitório, administração, frigorífico, internação, área pedagógica (escola, biblioteca, auditório, quadra poliesportiva), entre outros.

Direito à escola, educação e profissionalização

Ao longo desses anos, milhares de adolescentes já passaram pelas Cases da Fundac. Todos eles tiveram direitos garantidos através do acesso à educação formal e a profissionalização, à arte educação, saúde integral e à segurança. Alguns educandos entraram sem saber ler ou escrever e tiveram oportunidades de aprendizagem nas escolas que funcionam no interior das unidades finalísticas.

É importante registrar que adolescentes e jovens são premiados em concursos de redação, olimpíadas de matemática; bem como têm obtido resultados de destaque em provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), publicado livros de poesia e de receitas, dentre outras conquistas socioculturais.

Há também registros de adolescentes que, após cumprirem medida socioeducativa, ingressaram em curso superior em áreas como Direito, Serviço Social e Fisioterapia.

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