Secretaria promove assessoramento para combate à violência contra a mulher

24/04/2017
Em prosseguimento ao calendário mensal de assessoramento técnico, a Superintendência de Assistência Social da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) promoveu o quarto encontro do ano – o segundo consecutivo com o tema “Mulher”, em virtude das comemorações do 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Realizado nesta segunda-feira (24), o encontro também reuniu representantes da Superintendência de Direitos Humanos da SJDHDS, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Ministério Público, das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), além de gestores e profissionais do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) de todo o Estado.

Entre os temas tratados, os serviços de acolhimento e atendimento prestados pelo Projeto Viver e pela Casa Abrigo, ambos coordenados pela SJDHDS, direcionados às vítimas de violência sexual, doméstica e de gênero, e ainda os programas de Proteção à Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte e de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. “Sabemos o quão difícil é romper com esse ciclo de violência. Então, esse tipo de orientação às gestões municipais, sobre como proceder e dar os devidos encaminhamentos, é muito importante; até para que as pessoas e, em especial, as mulheres, se sintam mais seguras para procurar ajuda”, destacou a superintendente de Assistência Social (SAS), Leísa Sousa. 

A Bahia, inclusive, ocupa a segunda colocação no ranking nacional de violência contra a mulher, atrás apenas do Espírito Santo. Salvador ocupa o 2º lugar entre as capitais. Já entre as cidades baianas, o 1º lugar fica com Presidente Dutra, seguido de Mata de São João. Os dados são do Mapa da Violência Contra a Mulher 2015, apresentado durante o evento. “Somente de janeiro deste ano até o último sábado (22), 91 mulheres foram assassinadas na Bahia. E o nível de perversidade e crueldade dos crimes tem sido cada vez maior”, afirmou a coordenadora de Ações Temáticas da SPM, Maria Alice Bittencourt.

Ações integradas

A articulação entre as secretarias, órgãos e entidades de combate à violência contra a mulher é considerada fundamental para difundir os serviços e programas de assistência social, bem como ampliar o atendimento. “A Casa Abrigo acolheu 88 pessoas em 2016, entre mulheres e crianças menores de 12 anos. Sabemos que é um dado pequeno diante da quantidade de casos. Sem informações sobre os programas, torna-se ainda mais difícil combater esses crimes”, pontuou Leísa Sousa. 

Para 2017, a meta da SJDHDS é, justamente, consolidar o SUAS e ampliar a metodologia de atendimento do Projeto Viver a todos os municípios. “As atividades estão cada vez mais integradas dentro da Secretaria, em especial com as superintendências de Direitos Humanos, Pessoas com Deficiência, Segurança Alimentar e Políticas sobre Drogas, para potencializar a oferta de serviços socioassistencias em toda a Bahia”, explicou a superintendente da SAS. 

O assessoramento técnico para profissionais da assistência social segue até dezembro. O próximo encontro, em maio, tratará sobre atendimento à criança e adolescente em situação de abuso sexual. O tema tem, como gancho, a campanha “Faça Bonito”, em menção ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado 18 de maio. Também no próximo mês, a Superintendência de Assistência Social irá apresentar um balanço das atividades de 2016.