Secretário da SJDH e Voluntárias Sociais do Estado visitam Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral

27/04/2023
O espaço atende cerca de 500 crianças e adultos com deficiências físicas e/ou intelectuais. A visita foi realizada hoje (27)

O secretário de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Felipe Freitas, esteve, nesta quinta-feira (27), no Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral (NACPC), com a finalidade de conhecer as estratégias de ações e tecnologias assistivas para reabilitação das pessoas com deficiência. Localizado na comunidade Alto de Ondina, em Salvador, a entidade sem fins lucrativos tem capacidade para atender cerca de 500 crianças e adultos com deficiências físicas e/ou intelectuais e/ou múltiplas.

Acompanhado do superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Alexandre Baroni, e da diretora da Sudef, Zenira Rebouças, o secretário visitou os espaços de reabilitação e convivência da unidade. A estrutura conta com parque terapêutico ecológico, fisioterapia aquática, terapia ocupacional, quadra poliesportiva, parque infantil adaptado, refeitório, espaços para núcleo familiar e de convivência, entre outros ambientes para atender pacientes e familiares.
 
“Esse trabalho nos serve de inspiração. Gerar novidades no serviço público é muito mais difícil do que aquela que se produz fora dele. E vocês geram justamente isso, novidades, tecnologias avançadas, um trabalho coletivo que requer sensibilidade, inteligência e boa vontade para fortalecer a agenda das pessoas com deficiência em todo o lugar”, afirmou Felipe Freitas.

“Na SJDH temos a Sudef e uma obrigação de sermos referência e porta de entrada para os interlocutores que buscam parceria com o Governo do Estado. Temos aqui um tipo de serviço interdisciplinar que não se limita à questão da saúde, reúne outras áreas, como esporte, educação, emprego e renda, ou seja, várias dimensões de políticas públicas em um só lugar. Vamos dialogar com demais áreas do governo para discutirmos a cessão de uso do espaço, bem como a ampliação e qualificação desta experiência”, declarou o titular da SJDH.
 
Fundado em 2001, o NACPC realiza, aproximadamente, 10 mil atendimentos por mês. Dispõe de atendimentos e serviços voltados a fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, comunicação alternativa, enfermagem, psicologia, assistência e promoção social, concessão de órteses, próteses e dispositivos auxiliares para locomoção, além de informática e tecnologias assistivas, atendimento médico especializado, educacional, entre outros.
 
“As estratégias de ações para reabilitação são executadas a partir das necessidades de cada indivíduo, com vistas a promover e garantir melhor adaptação, qualidade de vida, autonomia e empoderamento das pessoas com deficiência”, disse um dos presidentes do Núcleo, Pedro Guimarães.
“O pronunciamento do governador sobre o Setembro Verde foi um acalento para nós da pauta de garantia de direitos das pessoas com deficiência. A gente trabalha com transversalidade e produção de tecnologia, trazer o que tem de inovações para soluções criativas. Temos uma amplitude em nossos atendimentos, acolhendo crianças, jovens e adultos com várias condições de saúde, além de darmos suporte familiar. O que mais queremos é mudar a realidade lá fora, e o modelo de tecnologia que desenvolvemos aqui dentro tem total potencial para crescer em grande escala e ir pra qualquer lugar”, afirmou Daniela Caribé, diretora técnica da unidade e fisioterapeuta.

Para o superintendente da Sudef, o NACPC apresenta um conceito diferencial do que é a reabilitação, que é o de tornar a pessoa com deficiência autônoma. “A propósito em fazer com que as pessoas que estão aqui dentro, estejam também lá fora, é excepcional. Usar a tecnologia assistiva para dar conta da necessidade de cada indivíduo e proporcionar a ele viver e conviver em qualquer lugar é a grande luta da nossa causa”, elogiou Alexandre Baroni.
A agenda foi articulada pelas Voluntárias Sociais do Estado da Bahia. Participaram, representando, as voluntárias Sônia Rocha (diretora operacional); Louise Velloso (membro); e Priscila Oliveira (coordenadora do Programa Mais Renda); além de Tânia Lessa, voluntária do NACPC.

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