05/08/2019
Dando continuidade às atividades transversais da Caravana da Justiça Social, ação itinerante da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), as equipes da secretaria realizaram uma série de diálogos com a juventude, no Centro Territorial de Educação Profissional Bacia do Jacuípe III, e com a população LGBT e profissionais de saúde e de assistência social. Os encontro aconteceram na tarde desta segunda-feira (05), em Capim Grosso.
As rodas de conversa foram conduzidas pelas coordenações de Juventude (Cojuve) e de Políticas LGBT, ambas da Superintendência de Direitos Humanos da SJDHDS. Perguntas como “o que é ser jovem” e “qual o papel da juventude no agora e no futuro”, provocadas pela coordenadora da Cojuve, Fernanda Sampaio, nortearam o bate-papo descontraído com os 80 alunos do ensino médio do CETEP.
Para o jovem Leonardo Bastos, 16 anos, "ser jovem é conhecer coisas novas e construir, com essas experiências, o próprio futuro". “Estou cursando Edificações, aqui no Colégio, e já é um grande passo para eu dar continuidade ao meu projeto de vida. Então, para mim, ser jovem é também ter a consciência de quais experiências quero ter em minha vida”, declarou o jovem.
Paralelo ao debate com a juventude escolar, aconteceu também uma rodada de diálogo com profissionais da saúde e da assistência social, desta vez no Colégio Estadual Edna Moreira Pinto Daltro. Com a temática “A diversidade sexual de gênero”, o encontro foi conduzido pelo coordenador LGBT da SJDHDS, Gabriel Teixeira, junto à equipe do Centro de Promoção Promoção e Defesa dos Direitos LGBT, e esclareceu aos profissionais questões envolvendo gênero e, especialmente, como atender e acolher o público LGBT nos espaços de saúde e assistência social.
“Questões como nome social, como a pessoa LGBT se reconhece e como tem o direito de ser reconhecida pela sociedade, é de suma importância para garantir que os direitos do segmento sejam respeitados e concretizados, especialmente nos espaços de acesso à direitos”, afirmou o coordenador.
“Acredito muito nessa causa e vejo uma extrema necessidade de sermos mais qualificados para o atendimento na ponta, porque cotidianamente atendo adolescentes que se automutilam por não serem aceitos na família por conta da sua orientação sexual. E nós, profissionais da assistência social, de garantia de direitos, precisamos saber como lidar com a temática para fazermos um atendimento mais humanizado e qualificado", afirmou a enfermeira, Daniele Somali.
Debate com população LGBTQI+
Ainda nesta segunda-feira (05), a partir das 19h, no Colégio Estadual Edna Moreira Pinto Daltro, a coordenação LGBT bate um papo com gays, lésbicas, travestis, transexuais de Capim Grosso. Na oportunidade, assuntos como identidade LGBT e violações de direitos serão colocadas em questão para refletir e discutir mais políticas públicas municipais e estaduais pensadas em rede (saúde, educação e assistência).