22/01/2018
No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado neste domingo, 21 de janeiro, o evento Diálogo Inter-Religioso promoveu um encontro entre Makota Valdina e Frei Betto, para debater o tema “A Luta Contra a Intolerância Religiosa e a Arte da Convivência entre os Diferentes”. O encontro aconteceu na sala principal do Teatro Castro Alves e foi promovido pela União de Negros pela Igualdade (Unegro) e o Centro de Educação e Cultura Popular (CECUP), com apoio das Secretarias de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Emprego, Renda e Esporte (Setre) e de Cultura.
O evento iniciou com a palestra do Frei Betto, que fez críticas à intolerância religiosa, explicou conceitos, falou sobre pluralidade de opiniões e crenças. “Das intolerâncias, a mais repugnante é a religiosa, pois divide o que Deus uniu. Quem somos nós para, em nome de Deus, decretar se esses são os eleitos e, aqueles, os condenados?”, disse. Na oportunidade, ele, que é autor de 60 livros, afirmou ainda: “quem se julga adepto da única e verdadeira religião e despreza as outras comete grave pecado antirreligioso”, e leu o artigo “Quando me tornei fanático”, de sua autoria, que expressa a diversidade das religiões.
O diálogo seguiu com a palestra de Valdina Pinto, Makota de terreiro, educadora e ativista da liberdade religiosa, que desde a década de 70 luta contra a intolerância, por respeito e pela boa convivência entre as religiões. Durante seu pronunciamento, Makota falou sobre a luta contra o racismo, preconceito e discriminação, destacou a importância da preservação das tradições, falou sobre os rumos da sociedade e conclamou a participação e empenho do povo de terreiro na política nacional. “Foi iniciado um processo de construção de um Brasil mais igual, por isso, se faz necessário que, cada vez mais, a gente lute para que o pouco que construímos não fique para trás. É fundamental que cada pessoa que está aqui faça esse papel de conscientização e conversa com o nosso povo”.
Durante todo o evento, a memória de Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), foi exaltada. Ela foi vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana; acusada de charlatanismo, teve sua casa atacada e pessoas da comunidade foram agredidas. A sacerdotisa faleceu no dia 21 de janeiro 2000, vítima de infarto. Foi em homenagem à memória de Mãe Gilda de Ogum, que em 2004, foi sancionada a Lei Municipal nº 6.464/04, instituindo o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa. Em 2007, a Presidência da República também oficializou o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituindo a Lei nº 11.635 e rememorando o dia do falecimento da Iyalorixá.
O evento iniciou com a palestra do Frei Betto, que fez críticas à intolerância religiosa, explicou conceitos, falou sobre pluralidade de opiniões e crenças. “Das intolerâncias, a mais repugnante é a religiosa, pois divide o que Deus uniu. Quem somos nós para, em nome de Deus, decretar se esses são os eleitos e, aqueles, os condenados?”, disse. Na oportunidade, ele, que é autor de 60 livros, afirmou ainda: “quem se julga adepto da única e verdadeira religião e despreza as outras comete grave pecado antirreligioso”, e leu o artigo “Quando me tornei fanático”, de sua autoria, que expressa a diversidade das religiões.
O diálogo seguiu com a palestra de Valdina Pinto, Makota de terreiro, educadora e ativista da liberdade religiosa, que desde a década de 70 luta contra a intolerância, por respeito e pela boa convivência entre as religiões. Durante seu pronunciamento, Makota falou sobre a luta contra o racismo, preconceito e discriminação, destacou a importância da preservação das tradições, falou sobre os rumos da sociedade e conclamou a participação e empenho do povo de terreiro na política nacional. “Foi iniciado um processo de construção de um Brasil mais igual, por isso, se faz necessário que, cada vez mais, a gente lute para que o pouco que construímos não fique para trás. É fundamental que cada pessoa que está aqui faça esse papel de conscientização e conversa com o nosso povo”.
Durante todo o evento, a memória de Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), foi exaltada. Ela foi vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana; acusada de charlatanismo, teve sua casa atacada e pessoas da comunidade foram agredidas. A sacerdotisa faleceu no dia 21 de janeiro 2000, vítima de infarto. Foi em homenagem à memória de Mãe Gilda de Ogum, que em 2004, foi sancionada a Lei Municipal nº 6.464/04, instituindo o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa. Em 2007, a Presidência da República também oficializou o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituindo a Lei nº 11.635 e rememorando o dia do falecimento da Iyalorixá.