Neojiba incentiva aulas à distância e mantém prática musical

01/04/2020
A violinista Gabriela Dalcom de Oliveira, 19, pregou um recado com letras coloridas na porta de casa. “Estou em reunião. Não faça barulho!!! #neojibaonline”. Em outro aviso, este para ela mesma, anotou os horários das aulas e ensaios e as tarefas que tinha para fazer. Há uma semana, Gabriela, da Orquestra 2 de Julho, e outros dois mil integrantes do programa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), trocaram as atividades presenciais pelas virtuais, por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Os encontros acontecem diariamente, por meio das plataformas do NEOJIBA Online, o mesmo que Gabriela marcou na hasthtag escrita no papel. “Esse isolamento tem sido um grande momento para colocar os pensamentos no lugar. E a música tem sido o meu remédio, o que me mantém sã. O NEOJIBA mantém uma chama acesa dentro da gente muito importante. Tem me dado esperança. Só tenho a agradecer por fazer parte do programa e saber que a gente não está sendo deixado de lado, sabe?”

As aulas online individuais ou em pequenos grupos de alunos têm acontecido com mais frequência para ela e para os seus colegas de Orquestra, acostumados à prática musical coletiva e constante que norteia o NEOJIBA. “A gente tem o apoio dos professores, dos monitores e maestros, então dá para ir direto no problema”.

O maestro Helder Passinho, coordenador do Núcleo Central do NEOJIBA no Parque do Queimado, sede do programa, conta que deste modo é possível trabalhar com as necessidades técnicas específicas de cada integrante. “Com esse refinamento, a ideia é que o aluno consiga ir melhor no coletivo”.
 
Apesar das atividades à distância serem ainda novidade para alguns, Passinho explicou que a orientação é seguir a rotina como se cada um estivesse indo presencialmente ao seu núcleo. “Estamos cobrando tudo, desde a vestimenta. Não é porque estão em casa que vão poder assistir aula sem camisa, por exemplo, ou com aquela cara de quem acabou de acordar. O comportamento e o compromisso têm que ser os mesmos. O ritmo de trabalho continua intenso”.

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