Neojiba é uma política pública de defesa e proteção dos direitos da criança e do adolescente que orgulha o Governo da Bahia

11/10/2024

Vinculado à SJDH, o programa atende crianças, adolescentes e jovens em situações de vulnerabilidade e é tema de debate no mês de outubro, quando o país celebra a infância

Lá se vão 17 anos de promoção do desenvolvimento e da integração social de crianças, adolescentes e jovens em situações de vulnerabilidade, por meio do ensino e prática musical coletivos. Essa é a história do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, tema da segunda pauta sobre defesa e proteção dos direitos desse público, no mês em que o país celebra a infância. O programa é uma política pública que orgulha o Governo do Estado por transformar realidades sociais através da música.

O Neojiba é uma política pública prioritária do Governo da Bahia, executada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), através de contrato de gestão com a organização social IDSM - Instituto de Desenvolvimento Social pela Música. Em 17 anos, o programa envolveu cerca de 30 mil beneficiárias/os. Atualmente, o Neojiba atende mais de 2.360 integrantes diretos em seus 13 núcleos em Salvador, região metropolitana e interior do estado. Desde 2007, já são mais de 24.400 indiretos, que hoje, somam 4,5 mil jovens em ações de apoio a iniciativas musicais parceiras.

Com o lema político-pedagógico ‘aprende quem ensina’, há 17 anos o Neojiba promove a circularidade entre integrantes mais experientes e iniciantes que, aprendendo e ensinando, desenvolvem valores de cidadania e justiça social, através da prática musical coletiva.

Destaque no cenário nacional e internacional, a ‘Orquestra 2 de Julho’ já realizou mais de 373 apresentações para um público de 514.260 pessoas. Foi a primeira orquestra juvenil brasileira a se apresentar na Europa, em 2010 e, desde então, já fez oito turnês internacionais. Desde 2020, a Orquestra Juvenil da Bahia, como é chamada quando em turnê, passou a ser formada, através de processos seletivos internos, de músicos das várias formações orquestrais de todos os Núcleos do Neojiba.

Trajetórias de sucesso
De Salvador para a ‘Orquestra Amazonas Filarmônica’. Caio Britto, 24, aprendeu violoncelo aos 11 anos, no projeto Estrelas Musicais, no Nordeste de Amaralina (antigo Núcleo de Amaralina). Aos 13 anos, ingressou na Orquestra Castro Alves (OCA) e, aos 15, passou a fazer parte da Orquestra Juvenil da Bahia, onde permaneceu até 2023. Caio participou de diversas turnês internacionais e pode tocar em renomadas salas de concerto como a ‘Philharmonie de Paris’, e com artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O violoncelista também representou a Bahia e o Brasil no ‘1º Encontro Latino-Americano de Orquestras Juvenis na Argentina’. Atualmente, Caio é músico da ‘Orquestra Amazonas Filarmônica’, sediada em Manaus (AM), e é aluno do último semestre do bacharelado em Violoncelo, pela Universidade Federal da Bahia - UFBa. A trajetória de Caio é um espelho da excelência do Neojiba como política pública que garante direitos, formação cidadã, musical, social e intelectual. Crianças, adolescentes e jovens como ele, encontram na prática musical o seu lugar no mundo e a partir daí, afloram para outros sentidos de cidadania e garantia de direitos.

“O programa me preparou muito bem de diversas formas. Antes de ir para a Amazonas Filarmônica, toquei em outras orquestras da Bahia. Mas foi o Neojiba que me  deu uma bagagem grande, me deixando totalmente preparado. Continuei estudando e me dedicando, pois aprendi dentro do programa a buscar a excelência. No Neojiba pude viver experiências que nunca imaginei: toquei na Philharmonie de Paris com 16 anos, fiz intercâmbio na Suíça. Esta é a transformação da juventude através da música, uma ferramenta transcendental”, comentou o violoncelista.

História
Criado em 2007, o Neojiba é uma política pública prioritária do Governo do Estado da Bahia, executada através de parceria firmada entre a SJDH e o IDSM. O Contrato de Gestão é regido pela Lei Estadual nº 8.647/2003, que regulamenta o Programa Estadual de Organizações Sociais, e pelo Decreto Estadual nº 8.890/2004. Além da excelência, precisão técnica e qualidade teórica do ensino e prática musical, o programa é comprometido com o fomento de valores como cidadania, emancipação social e econômica dos beneficiários e de suas famílias.

“O Neojiba é um orgulho para nós, porque é um programa de excelência que beneficia jovens em situação de vulnerabilidade. Muitos desses jovens têm suas vidas definidas e direcionadas pela passagem pelo programa e isso é fundamental para quem nasce em condições desfavoráveis. E isso ocorre porque o Neojiba possibilita que o jovem desenvolva para além da sua capacidade de tocar instrumentos, mas há também uma preocupação com a formação cidadã desse jovem”, destacou o secretário Interino de Justiça e Direitos Humanos, Raimundo Nascimento.

Estrutura 
A  estrutura organizacional do Neojiba conta com 13 Núcleos: o Central (NCN), localizado em Salvador, mais 3 Núcleos Territoriais em Feira de Santana, Vitória da Conquista e Teixeira de Freitas - criados em 2019. Além destes, tem mais 9 Núcleos de Prática Musical (NPM), sediados em diferentes bairros da capital (Mata Escura, Bairro da Paz, Pirajá, Nordeste de Amaralina, SESI Itapagipe); e nos municípios de Simões Filho, Jequié e Lauro de Freitas.

O Núcleo Central Neojiba funciona no Parque do Queimado, no bairro da Liberdade, em Salvador, e é responsável pela criação da estrutura institucional dos NPM (Núcleos de Prática Musical), e pelo atendimento pedagógico, social e logístico que cada um deles oferece nos territórios onde estão sediados. O Núcleo Central também coordena o funcionamento e o desenvolvimento das principais formações musicais em Salvador: Orquestra 2 de Julho, Orquestra Castro Alves (OCA), Orquestra Pedagógica Experimental, Orquestra de Cordas Infantil, Coro Juvenil, Coro Infantojuvenil e Coro Comunitário.

Orquestra 2 de Julho (antiga Orquestra Juvenil da Bahia) é a primeira e principal formação orquestral do Neojiba. É constituída por adolescentes e jovens com até 27 anos. Os músicos da ‘2 de Julho’ atuam como multiplicadores, aliando o conhecimento musical ao trabalho de monitoria junto aos integrantes dos NPM, dos projetos parceiros e de espaços comunitários da Região Metropolitana de Salvador e do interior do estado.
 

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