A formação tem o objetivo de capacitar Policiais Militares, e demais participantes, para o atendimento mais qualificado à comunidade surda
Uma turma formada por 20 Policiais Militares participou do I Curso de Introdução à Língua Brasileira de Sinais (CILBS) na segunda-feira (14). A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), através da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Sudef), participou da aula inaugural na Vila Policial Militar, em Salvador. Promovido pelo Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos (DPCDH), a formação tem o objetivo de capacitar os PM’s, e demais participantes, para o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libra), visando qualificar o atendimento à comunidade surda.
A palestra de abertura foi ministrada pela diretora de Políticas e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Sudef, Zenira Rebouças. Ela ressaltou a importância da Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência. Em sua fala, Rebouças foi enfática sobre a importância da legislação como forma de garantir a inclusão de pessoas com deficiência e de promover os direitos desse segmento da população, mas, também, reforçou a necessidade da promoção de políticas públicas de acessibilidade.
“A SJDH tem tido uma atuação permanente no fortalecimento das forças de segurança do estado para que segmentos vulnerabilizados da sociedade, como as pessoas com deficiência, tenham seus direitos respeitados. E esse curso é fundamental à promoção da inclusão e à garantia de um atendimento de qualidade para as pessoas surdas”, afirmou a diretora. Já o diretor do DPCDH, Coronel PM Guerra, destacou que a corporação tem um papel importante na garantia e defesa dos direitos dos cidadãos baiano e ressaltou o empenho em fortalecer as políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência.
Essa é a primeira turma de oficiais da PM que participa do curso com duração de 50 horas. Além de aprender sobre a língua de sinais, os PMs são orientados sobre como abordar, acolher e identificar cidadãos surdos.
A aula inaugural contou com a presença de representantes da Pró-Reitoria de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA); da Superintendência de Prevenção à Violência da Secretaria de Segurança Pública (Sprev/SSP); e da sociedade civil, a exemplo da Associação Educacional Sons do Silêncio (Aesos), Centro de Surdos da Bahia (Cesba), Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos da Bahia (Apada) e Grupo de Estudo e Pesquisa Sons no Silêncio.