SJDH participa de comissão criada para homenagear Carlos Marighella

18/10/2024

Grupo está organizando homenagens a um dos principais opositores do regime militar no Brasil (1964-1985), com atos previstos para novembro e dezembro deste ano

A trajetória do líder político e escritor baiano, Carlos Marighella, assassinado há 55 anos, será relembrada em diversas ações que estão sendo organizadas por um grupo de familiares, políticos e ativistas dos direitos humanos em Salvador. O assunto foi discutido nesta sexta-feira (18), durante visita técnica realizada ao jazigo de Marighella, localizado no Cemitério Quinta dos Lázaros, na capital baiana.

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) foi representada no ato pela superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, Trícia Calmon, demonstrando a disposição do órgão em contribuir com iniciativas voltadas à promoção da justiça e reparação a vítimas de violações de direitos ao longo da história do Brasil. As homenagens a Marighella, que foi um dos principais opositores do regime militar, estão programadas para acontecer em datas que marcam os 55 anos de sua morte (4 de novembro de 1969), os 113 anos de nascimento (5 de dezembro) e os 45 anos do traslado dos seus restos mortais para Salvador (10 de dezembro 1979).

Manter o legado e a memória das vítimas da ditadura militar é uma luta contínua no âmbito na política estadual e nacional dos Direitos Humanos pela reparação histórica daqueles que deram suas vidas em prol da democracia e na defesa de direitos. Norteada pelo eixo estratégico “Educação e Cultura em Direitos Humanos”, a SJDH investe e estimula o debate e ações que contribuam para o fortalecimento dos direitos humanos, entre os quais aqueles ligados à luta por reparações a direitos violados.

“Não é só manter a viva a memória, mas para corrigir a história. A memória dos heróis da pátria e de outros que lutaram pela democracia precisam estar evidência e não podem ser esquecidas. Relembrar o legado de Marighella e de outras vítimas é fazer memória àqueles que tiveram o papel relevante na história do nosso país e traz para a sociedade a importância de estar na luta e defesa dos direitos”, explica a superintendente Trícia Calmon.

A comissão formada para reverenciar a memória de Marighella conta com a participação da SJDH, da Secretaria de Saúde (Sesab), de deputados estaduais, vereadores de Salvador (Marta Rodrigues e Maria Marighella - licenciada), além de familiares. O filho e a neta do homenageado, Carlos Augusto Marighella, e a presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella, assim como a deputada Estadual, Lucinha do MST, e o vereador eleito, professor Hamilton Assis, também integram o grupo e participaram da visita. Novas reuniões serão realizadas para deliberar os próximos passos, que incluem organização do jazido para receber visitantes, atos na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Salvador.

Marighella
Líder político, escritor e ex-deputado federal, Carlos Marighella foi assassinado no dia 4 de novembro de 1969, por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), durante a ditadura militar. Nascido em Salvador, o líder político foi um dos fundadores da Ação Libertadora Nacional, grupo armado que enfrentou o regime militar entre 1964 e 1985.
 

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reparação; ditadura
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