Encontro, que reuniu representantes de órgãos estaduais, destacou as demandas de um dos povos mais antigos da Bahia
A garantia de direitos e a promoção da cidadania da população cigana foram assuntos da reunião realizada nesta terça-feira (17), na sede da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), em Salvador. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) participou do encontro, que contou com a presença de lideranças ciganas do estado. A agenda destacou as demandas de um dos povos mais antigos da Bahia.
Na reunião, os representantes dos povos ciganos apontaram a necessidade de mapear os territórios no intuito de garantir a identidade e sustentabilidade da comunidade. A construção de políticas afirmativas de valorização do povo cigano, com foco na preservação da cultura, foi também tema do debate, reforçando a importância de combater o racismo e a defesa de dos territórios.
Representando o titular da SJDH, Felipe Freitas, o chefe de Gabinete, Raimundo Nascimento, destacou a atuação do Governo do Estado na garantia e efetivação dos direitos dos povos e comunidades tradicionais. "O povo cigano faz parte da história do nosso país. Temos atuado junto aos segmentos, ampliando o diálogo e entendendo suas demandas para interlocução junto a instâncias do governo", afirmou Nascimento.
A titular da Sepromi, Ângela Guimarães, assinalou as ações da pasta para garantir os direitos dos povos ciganos, comunidades tradicionais detentoras de riquezas naturais que precisam ser preservadas. “A Bahia reconhece a relevância dos povos ciganos na construção da nossa identidade. Com seus saberes e costumes, eles são fundamentais para a formação do nosso estado”.
Liderança cigana da etnia Calon e professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Jucelho Dantas da Cruz apontou os desafios enfrentados pelos povos ciganos da Bahia. "A violência tem sido freqüente em nossos territórios. Nosso povo ancestral e multicultural busca segurança e proteção. Estamos presentes em todo estado e nossa tradição resiste fortalecida. Essa visão folclórica e distorcida do povo cigano precisa ser combatida", ressaltou o professor.
Entre os encaminhamentos feitos estão a elaboração de cartilhas educativas sobre a cultura cigana e a realização de oficinas do Centro de Referência Nelson como também o acompanhamento nos casos de violência contra os povos ciganos e apoio no levantamento dos territórios ciganos existentes no estado.
Participaram da reunião a liderança cigana, Edvalda Santos, da Associação Nacional de Mulheres Ciganas de Porto Seguro e Conselheira Nacional de Igualdade Racial – CNPIR; o chefe de gabinete da Sepromi, Alexandro Reis; o superintendente de Políticas para os Povos e Comunidades Tradicionais, Adinael Santos; o coordenador do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDH/SJDH),Maurício Reis.
.