Carnaval: Grafiteiros dão vida aos tapumes da Biblioteca Central com mensagens de respeito e inclusão

27/02/2025

A iniciativa mobilizou grafiteiros de Salvador e Feira de Santana e educandos do Projeto Axé, para levar ao Carnaval de Salvador mensagens de respeito, valorização da diversidade e promoção da inclusão, um dos motes da campanha da SJDH

Os tapumes, que protegem a fachada da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, em Salvador, viraram verdadeiras obras de arte através do grafite. Carregados de cor, beleza e poesia, os desenhos são inspirados na campanha 'Respeito é Nosso Direito', promovida pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos- SJDH, que sensibiliza a sociedade para o combate às violações de direitos contra grupos vulneráveis.

A pintura, realizada nesta quarta-feira (26), deu o toque especial às ações do Plantão Integrado dos Direitos Humanos, que será aberto nesta quinta-feira (27), às 11h, com a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. A iniciativa, com apoio da Fundação Pedro Calmon, mobilizou grafiteiros de Salvador e Feira de Santana e educandos do Projeto Axé, para levar ao Carnaval de Salvador mensagens de respeito, valorização da diversidade e promoção da inclusão, um dos motes da campanha da SJDH.

Pelas mãos dos grafiteiros Charles Mendes, Dufs e Sid, com a ajuda das alunas do Projeto Axé, Stefani Vitória, Mirian e Letícia Vitória, a arte urbana fez também uma homenagem aos 40 anos do Axé Music e elementos da cultura africana. Através dessa expressão artística, a SJDH destaca a importância de valorizar a cultura local, de humanizar os espaços públicos e dialogar com temas que permeiam a sociedade.

Charles Mendes, de 35 anos, artista responsável pela arte da biblioteca, conta que o grafite foi uma oportunidade de expressar o seu lado artístico e transformar a sua realidade. “O grafite surgiu na minha vida através do hip-hop. Eu já desenhava, pintava antes de fazer grafite. Quando sair do colégio, comecei a pintar as paredes e fazer letreiro para ganhar dinheiro. Conheci várias pessoas em Feira e Salvador que faziam grafite e, a partir desse momento, não parei mais de desenhar. O grafite é democrático, nos permite trabalhar com temas de inclusão e diversidade, ao tempo em que valoriza a arte de rua e transforma a realidade”, afirmou grafiteiro.

O arte- educador do Projeto Axé, Carlos Ferreira, destaca que o grafite é uma importante ferramenta de transformação social. “O Grafite é uma arte inclusiva, do povo, da rua, que dialoga com a questão do respeito às diferenças. Eles já viram muita gente grafitando, já fazendo pintura na rua. Mas, isso aqui é história, essas jovens estão tendo a oportunidade de tocaram num spray e, a partir disso, dar os primeiros traços do que pensam e sentem em forma de arte. Grafite é uma ferramenta de transformação social”, ressaltou o professor.

Por ser uma arte contemporânea, que traz elementos de rua, o Grafite se torna mais uma ferramenta que dá voz à luta por uma folia mais justa e segura para todos e todas, reforçando a proteção de crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+, pessoas idosas, mulheres, pessoas negras, catadores(as) de recicláveis, vítimas de trabalho escravo e outros grupos historicamente discriminados. Carnaval é alegria, mas também é respeito e inclusão.

Plantão Integrado

Coordenado pela SJDH, através do Comitê de Proteção Integral aos Direitos Humanos, o Plantão Integrado reúne diversos órgãos de governo, do sistema de justiça e entidades do sistema de garantia de direitos. Com a finalidade de receber denúncias, encaminhá-las e dar as devidas tratativas, dois postos fixos serão implantados nos circuitos Osmar (sede do Procon, na Rua Carlos Gomes, 746, 2 de Julho) e Barra-Ondina (Edifício NAU, Rua Alfredo Magalhães, 115). A novidade de 2025 é a ampliação do serviço, com um stand na Estação de Metrô da Lapa.

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