SJDH visita escola bilíngue e Central de Intérprete de Libras em Aracaju

31/03/2025

A proposta é implantar serviço semelhante na Bahia, com foco na promoção de acessibilidade a pessoas com surdez em locais públicos

A Bahia caminha a passos largos no aprimoramento do cuidado com pessoas com deficiência. Na última sexta-feira (28), uma equipe técnica da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) visitou a Central de Interpretação de Libras (CIL-SE) e o Instituto Pedagógico de Apoio à Educação de Surdo de Sergipe (Ipaese), em Aracaju. O objetivo da visita foi verificar as possibilidades de adoção da tecnologia na Bahia, visando ao atendimento qualificado a baianas e baianos com surdez.

A equipe visitou as instalações da Ipaese, que conta com salas climatizadas, refeitório, laboratório de informática e de ciências, além de auditório. Os gestores estiveram também na Central de Atendimento ao Cidadão (Ceac), equipamento que disponibiliza a Central de Interpretação de Libras, com três atendentes fixos. A SJDH avalia a implantação do Serviço de Intérprete de Libras na Bahia, visando ao atendimento de pessoas com surdez em locais públicos e a capacitação de servidores para a oferta do serviço.

“A visita superou as expectativas. Quando a gente teve conhecimento da existência da Central de Libras e do que se tratava, isso despertou o nosso interesse em conhecer para tentar levar essa experiência para a Bahia. Durante a visita, ficou evidenciado que temos condições de ter uma central para atender o nosso estado”, declarou o superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Sudef/SJDH), Marcelo Zig, que esteve acompanhado da diretora de Enfrentamento ao Capacitismo da Sudef/SJDH, Marlene Cardoso, e do diretor Geral da SJDH, Jeferson Sotero.

IPAESE

A Ipaese é uma escola bilíngue para pessoas com surdez, responsável pelo funcionamento da Central de Interpretação de Libras do Estado de Sergipe. A unidade oferece aos beneficiários, práticas esportivas, apoio na educação e reforço escolar, além de intermediação para o trabalho. Há 25 anos, o instituto atua na formação de crianças e jovens com surdez, lhes proporcionando educação e integração social. “Fazer essa troca de experiência é muito bom para aprimorar o nosso trabalho. É um trabalho desafiador e que vem dando certo. Espero que a Bahia possa avançar. Estamos à disposição para ajudar, para estar nessa parceria para promover a inclusão”, ressaltou o presidente da Ipaese, Raul Silveira.

Central de Libras

O usuário que busca o serviço da Central de Libras conta com o acompanhamento de profissionais especializados na Língua Brasileira de Sinais em espaços públicos como delegacias, bibliotecas, hospitais, tribunais do júri, escolas e outros locais. Caso haja necessidade de deslocamento, o usuário também pode acionar a Central, a exemplo do acompanhamento a uma gestante em situação de parto para facilitar a comunicação com a equipe médica.

Ações de inclusão

O Governo da Bahia tem realizados diversas ações voltadas à ampliação e qualificação do atendimento e cuidado às pessoas com deficiência, nas áreas de saúde, educação, acesso à direitos de mobilidade e transporte, expansão da assistência social. Entre elas, a primeira Central de Atendimento à Pessoa com Deficiência no SAC do Shopping da Bahia, em Salvador, inaugurada no ano passado. O espaço agrega serviços como emissão de Passe Livre Intermunicipal e da Carteira de Identificação da Pessoa com Espectro Autista (Ciptea); intermediação para o Trabalho; do Detran; previdenciário, entre outros. O equipamento se soma a iniciativas do Governo do Estado para facilitar o acesso a direitos e promover autonomia cidadã a pessoas com deficiência e seus familiares.

Viver sem Limites

Em 2024, a Bahia também aderiu ao Viver sem Limite II – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, programa do Governo Federal, no âmbito da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O programa visa promover os direitos das pessoas com deficiência e está dividido em quatro eixos: aprimorar a gestão pública; adoção de medidas de enfrentamento e combate ao capacitismo; desenvolvimento de tecnologia assistiva; e acesso a direitos.

Fonte
Cristiani Cardozo/Ascom SJDH
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