Até esta sexta-feira (11), a iniciativa da Fundac, órgão da SJDH, reúne adolescentes, gestores/as, técnicos/as, profissionais das unidades socioeducativas e parceiros do SGDCA. O secretário Felipe Freitas participou hoje (11) do debate
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção ou construção”. É sob a luz desse pensamento — legado do educador e filósofo Paulo Freire (1996) —, que acontece em Salvador o “I Simpósio Baiano de Práticas e Diálogos Socioeducativos: Responsabilização e Habilidades Sociais para a Vida”. Até esta sexta-feira (11), a iniciativa da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), órgão ligado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), reúne 250 participantes, entre adolescentes, gestores/as, técnicos/as, profissionais das unidades socioeducativas e parceiros do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), de todo o estado, onde funcionam Unidades de Atendimento Socioeducativo – Case.
O encontro celebra os 10 anos da atual gestão da instituição e projeta a continuidade e a expansão de um ciclo dedicado ao fortalecimento, à qualificação e à excelência do trabalho socioeducativo na Bahia. O objetivo é fortalecer as práticas socioeducativas no Estado, promovendo um espaço de diálogo, troca de experiências e construção coletiva de saberes. O secretário da SJDH, Felipe Freitas, participou hoje (11) do Simpósio e aproveitou a oportunidade para endossar a missão da socioeducação.
“Este Simpósio é também uma oportunidade de aprofundarmos o diálogo entre nós. Carregamos a grande ambição de, a partir da realidade do sistema socioeducativo que temos, construir um trabalho de excelência, capaz de promover autonomia, fortalecer vínculos e consolidar esta instituição — democrática e de referência nacional — como um verdadeiro equipamento de direitos humanos. Que sejamos reconhecidos, acima de tudo, como um espaço institucional comprometido com a dignidade, a cidadania e a promoção de vidas plenas de sentido e possibilidades. Se conseguirmos fazer deste lugar um espaço genuíno de educação, estaremos cumprindo a nossa missão maior”, afirmou o titular da SJDH.
“Porque aqui, não é — e nunca será — um espaço de castração das trajetórias das pessoas, mas de reescrita de caminhos, de reconstrução de futuros”, endossou Felipe Freitas em saudação à plenária da socioeducação.
Debate e tema central
A programação, que começou ontem (10), envolve palestras com especialistas da temática, debatendo temas como ‘Olhares na prática Socioeducativa’, ‘Gestão de Conflitos’ ‘Arte do Cuidado’, entre outros tópicos. O Simpósio propõe como eixo central de reflexão o tema que orienta o planejamento intersetorial anual das unidades socioeducativas e da administração central da Fundac: Responsabilização e habilidades sociais para a vida: ferramentas essenciais para o desenvolvimento integral do indivíduo.
A proposta é inspirar e instrumentalizar a execução desse tema ao longo de 2025, a partir de conteúdos sensíveis, teóricos e práticos, que promovam a corresponsabilização entre profissionais e educandos/as; o fortalecimento das relações interpessoais; e a valorização de princípios éticos fundamentais para a construção de novos projetos de vida.
“As expectativas institucionais quanto ao Simpósio estão ancoradas na oferta de um encontro formativo, que contribua para a expansão das habilidades pessoais de educandos e profissionais, valorizando o desenvolvimento crítico, sensibilidade, solidariedade, responsabilidade, autonomia relativa, pró-atividade e compromisso ético nas relações interpessoais”, esclarece Regina Affonso, diretora-geral da Fundac.