‘Coletivos Bahia pela Paz’ nos territórios vulneráveis produzem mudanças positivas, segundo relato de diretores escolares
Gestores do ‘Programa Bahia pela Paz’ e dos ‘Coletivos Bahia pela Paz’, de Salvador e região metropolitana, dialogaram hoje (09) com o objetivo de pactuar fluxos e potencializar ações conjuntas nos territórios abrangidos pelo Programa. Realizada na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), a reunião contou com a participação de Celeste Vianna, da Diretoria de Acompanhamento e Avaliação das Informações Educacionais (DAI/SGINF), vinculada à Superintendência de Gestão da Informação Educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEC/BA).
A chegada dos ‘Coletivos Bahia pela Paz’ nos territórios vulneráveis da capital tem produzido mudanças positivas, segundo relato de diretores escolares. Entre os gestores escolares de Águas Claras, Liberdade, Paripe e São Caetano, o sentimento de ganho para as comunidades com a presença do equipamento em seus bairros é compartilhada e vista como uma possibilidade de fortalecimento mútuo.
“O projeto está sendo um ganho muito grande para nós. Já nos ajudou em vários casos, de violência doméstica a questões de saúde mental, como a neurodivergência, nos auxiliando a lidar com a situação, dando o melhor encaminhamento”, afirmou a diretora do Colégio Pedro Ribeiro, em São Caetano, Elneide Ariany.
A avaliação da relação entre os ‘Coletivos Bahia pela Paz’ e as escolas foi uma demanda do Comitê Executivo do ‘Programa Bahia pela Paz’, que se reúne periodicamente para analisar o andamento do programa, assim como articular, formular, implementar, monitorar e avaliar suas iniciativas, para fortalecer as políticas sociais nos territórios.
“Nossa escola é aberta à comunidade. A escuta é muito importante para entender o que está acontecendo com o jovem, para que ele não entre no mundo do crime. O menino que a gente bota para fora, o tráfico bota para dentro”, ponderou o diretor do Colégio Estadual Barros Barreto, em Paripe, Rui César Cerqueira.
Encaminhamentos - O encontro teve como encaminhamentos uma avaliação mais aprofundada dos problemas dos territórios, que serão apresentados e discutidos em reuniões ampliadas, em agosto, com a presença de lideranças comunitárias, representantes do poder público e outros atores importantes para o desenvolvimento local. Também foi articulada a elaboração de propostas por parte dos gestores para serem desenvolvidas em parceria com os Coletivos.
“Queremos escutar vocês, compreender melhor a situação do quanto as dinâmicas pedagógicas estão atravessadas pela questão da violência nesses territórios. Através desse diálogo é que podemos potencializar as diversas ações que o Programa já desenvolve e vai desenvolver nas comunidades beneficiadas”, afirmou Denise Tourinho, coordenadora executiva do Programa Bahia pela Paz.