Capacitação reúne policiais, líderes comunitários e operadores sociais para fortalecer atuação integrada e humanizada nos territórios onde atuam os Coletivos Bahia pela Paz
O Programa Bahia pela Paz ampliou o alcance do percurso formativo “Agentes da Cidadania” com a abertura da segunda turma em Feira de Santana, nesta última terça-feira (19). O grupo reúne mais de 30 participantes, entre policiais militares, lideranças comunitárias e operadores sociais, com o objetivo de desenvolver competências voltadas à atuação integrada e humanizada nos territórios atendidos pelos “Coletivos Bahia pela Paz”. A atividade está sendo realizada no Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Angélica Vergne de Morais.
A primeira etapa do percurso, intitulada “Bahia pela Paz: Intervenção participativa e responsável para enfrentar a violência”, tem 32 horas distribuídas em quatro encontros, sempre às terças-feiras. Após a abertura desta semana, os próximos encontros acontecerão nos dias 26 de agosto, 2 e 9 de setembro. O percurso é dividido em três etapas, que somam ao todo 56 horas de formação, combinando atividades teóricas, práticas e espaços de diálogo coletivo. A ação é coordenada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
No primeiro dia, os trabalhos foram voltados ao acolhimento e à integração da turma. Os participantes se apresentaram, compartilharam suas expectativas e refletiram sobre as realidades das comunidades onde atuam. Também foi construído um espaço de palavra e escuta ativa, além da definição dos combinados de funcionamento do grupo.
Segundo o coordenador e professor do percurso formativo, doutor Riccardo Cappi, a sensibilização à participação no curso foi um passo fundamental para consolidar a base da formação. “Quando a gente aposta no método participativo, em que escutamos e levamos em conta as coisas ditas pelos participantes, começamos a literalmente formular a aula a partir dos conceitos que eles mesmos construíram e propuseram. Isso é muito interessante, é um método que vai se consolidando e é extremamente inovador pensar nisso como método de trabalho. Por isso, me dou por satisfeito. O pessoal saiu visivelmente satisfeito, mas também reflexivo a partir de tudo que foi proposto”, avaliou sobre o primeiro encontro.
O soldado Urias Oliveira, da 66ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), ressaltou que sua expectativa é que a capacitação contribua para uma atuação mais consciente e conectada com a sociedade. “A gente acredita que o diálogo com outros pontos de vista vai agregar valores à atuação da polícia. Considero importante que isso seja feito sempre, para que a polícia tenha uma formação mais integrada e para que possamos incorporar esses elementos ao conceito de formação do policial”, afirmou.
Para Lucimar Santos, representante da Associação Clube de Mães do bairro da Mangabeira, a capacitação ‘Agentes de Cidadania’ é uma oportunidade de troca de conhecimentos. “O curso está sendo ótimo, porque nos permite conhecer de perto o trabalho dos policiais. Eu já valorizava bastante o esforço deles mas, agora, depois de trocar experiências e conversar com eles, passei a compreender ainda mais o quanto esse trabalho é importante e dedicado”, afirmou.