Percurso Formativo qualifica policiais, lideranças e técnicos em Feira de Santana

09/10/2025
Ascom
Ascom/Bahia pela Paz

Prevenção social da violência e abordagem pautada no respeito aos direitos humanos é a base da formação

A Bahia avança na construção de uma política de segurança pública voltada aos direitos humanos. Nesta semana, foi concluída a primeira etapa do percurso formativo “Agentes da Cidadania”, em Feira de Santana. Entre julho e outubro, mais de 90 participantes foram capacitados, em três turmas que envolveram policiais militares, lideranças e operadores sociais.

A ação integra o Programa Bahia pela Paz, do governo do estado, e é coordenada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A proposta é fortalecer a atuação integrada dos agentes públicos nos territórios acompanhados pelos ‘Coletivos Bahia pela Paz’, contribuindo para a prevenção social da violência.

As capacitações aconteceram no Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Angélica Vergne de Morais. Com 32 participantes cada, as turmas concluíram 32 horas de formação, distribuídas em 4 encontros. Entre outros conteúdos, a ementa do curso aborda a compreensão do Programa Bahia pela Paz, tendo como foco a escuta das realidades locais, os direitos humanos, a prevenção da violência, a atuação integrada entre polícia e comunidade, a mediação de conflitos e a pactuação de compromissos conjuntos. Ao final, o percurso completo prevê 56 horas de formação, incluindo mais duas etapas programadas para o decorrer de 2026.

Nesta última terça-feira (7), ocorreu o último encontro da terceira turma do percurso em Feira de Santana. O coordenador e professor do percurso, doutor Ricardo Cappi, explicou que a segunda etapa, de caráter mais técnico, será direcionada essencialmente aos policiais, enquanto a terceira terá como foco avaliar a implementação da capaacitação. “Percebemos o amadurecimento da equipe de formadores e dos participantes, que conseguiram criar um ambiente acolhedor, permitindo que as ideias fossem expressas de forma aberta e sincera e que fossem firmados compromissos com o Programa Bahia pela Paz”, avaliou.

Mudança de pensamento e conduta
A formação foi realizada com os policiais da 66ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Entre eles, o cabo Pedro Henrique de Jesus (17 anos de serviço), que contou sua experiência no percurso. “Durante o processo, dentro da polícia, uma das coisas que mais mexeu comigo com o passar do tempo foi a mudança de pensamento e de conduta. Hoje, acredito que a segurança pública tomou um espaço para que você olhe para ela de uma forma que não seja só um problema de polícia, não é só questão de policiamento. Mas quando entendo que tudo isso envolve a sociedade, espaços como esse acrescentam muito e fazem com que você, com certeza, se torne um profissional melhor”, afirmou o cabo.

Operadora social, que atua como agente comunitária de saúde há 26 anos, Cláudia Santos relata que a capacitação foi benéfica porque integrou diferentes profissionais. “A formação contribuiu muito, porque a gente consegue perceber que não estmos sozinhos e que, de certa forma, essas pessoas que estão fazendo esse trabalho querem estar contribuindo com o nosso trabalho e que a gente depende muito um do outro”, disse a participante sobre o papel de um agente de cidadania na promoção do diálogo, da cooperação entre profissionais e da transformação da sociedade.

O percurso formativo “Agentes da Cidadania” também está sendo realizado em Salvador e será levado para Jequié e Valença, próximas cidades do interior a receberem os Coletivos Bahia pela Paz.
 

Fonte
Mônica Barbosa/Bahia pela Paz
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