Caravana de Direitos Humanos deixa mensagem de liberdade e democracia na FLICA 2025

28/10/2025
Ascom
Cleomário Alves/Ascom_SJDH

Projeto ocupou a Festa Literária de Cachoeira com exposição, oficinas e contação de histórias sobre “Memória, Verdade e Justiça”

Quem esteve no Espaço Bahia Presente, que concentrou as ações do Governo da Bahia na Festa Literária de Cachoeira — FLICA 2025, não passou batido pela intervenção da Caravana de Direitos Humanos. Entre os dias 23 e 25 de outubro, o projeto itinerante da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) ocupou a Fundação Hansen, com uma agenda de atividades voltadas à defesa da Memória, Verdade e Justiça.

Em parceria com a Fundação Pedro Calmon/Secult, a Caravana apresentou a exposição “Para que não se esqueça… Para que nunca mais aconteça…” como parte das ações formativas durante a FLICA. Com curadoria de Walter Silva, a exposição apresenta uma linha do tempo histórica sobre o regime militar no Brasil, os crimes cometidos contra a democracia e as lutas que marcaram a resistência ao regime.

A exposição atraiu a atenção do público que circulava pela Fundação Hansen, incluindo estudantes, professores, ativistas, moradores e turistas. Dentre eles, um personagem da luta política por resistência na Bahia daquele período: Luís Antônio Costa Araújo foi líder estudantil durante a ditadura. 
O ativista lembrou-se de episódios emblemáticos de sua trajetória a partir das imagens da exposição. Reconheceu colegas e eventos dos quais fez parte no período: “Eu acho genial a iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos de considerar a memória política das lutas democráticas, principalmente dentro de uma festa literária. É a nossa história traduzida como literatura viva”, afirmou.

A professora Conceição Lopes, coordenadora do Colégio Estadual Albérico Gomes Santana, de Cabaceiras do Paraguaçu, falou da importância da exposição na programação da FLICA. “A gente vive uma fase de desinformação, de fake news, e as pessoas precisam entender o processo da ditadura militar, para não permitir que a gente retroceda”, defendeu. “Cultura, memória e direitos humanos estão sempre conectados. Eu acho que se a gente memoriza o que aconteceu na nossa história...a gente garante os direitos humanos”, concluiu.


Contação de histórias e pintura
A Caravana na Flica contou ainda com uma atividade de contação de histórias, seguida de oficina de pintura. Através de contos de tradição oral, o Núcleo de Ações Formativas da Caravana propôs a construção de uma árvore da memória. Os e as participantes puderam expressar em pinturas de aquarela como suas memórias pessoais são atravessadas pela memória coletiva.

O núcleo de Comunicação da Caravana foi às ruas de Cachoeira ouvir as pessoas sobre o que achavam do período da Ditadura Militar. Foi unanimidade entre as e os entrevistados/as a associação do período da ditadura militar ao medo e à violência. Dentre as respostas, temas relacionados à afirmação das identidades de raça, gênero e sexualidade; a liberdade de expressão e a produção artística apareceram para explicar o porquê da importância de lutar pela democracia.

Agenda da Memória e Verdade
A pauta da Memória, Verdade e Justiça tem sido o mote de ocupação da Caravana nas Festas Literárias. Neste ano, a Caravana já esteve na FLIGÊ, em Mucugê e, agora, na FLICA. A próxima Festa Literária prevista na agenda do projeto é a de Antônio Cardoso, no final de novembro.
 

Fonte
Bruna Rocha/Ascom FLEM
Tags
Flica; Caravana; memória
Galeria: